sexta-feira, 22 de Julho de 2011 10:55h André Bernardes

Polícia continua investigações sobre homicídios

Homicídio no bairro Itaí não foi cometido por engano

A Polícia Civil continua as investigações do homicídio que aconteceu no bairro Itaí na última segunda pela manhã. De acordo com a investigação, a vítima de 20 anos, não foi assassinada por engano, como se acreditava no início das investigações.


O crime aconteceu na segunda-feira, 18, pela manhã. A vítima João Paulo Gomide entrou no bar que pertence a familiares quando T.H.M., 19 anos invadiu o local atirando contra o rapaz que morreu na hora.  Na madrugada de terça, 19, a polícia militar localizou através de uma denúncia o suspeito pelo homicídio e o encontrou em um sítio na comunidade de Cachoeira, perto da cidade de Igaratinga. O sítio pertencia ao ex-padrasto do suspeito que também estava no local, onde também foi encontrado uma quantidade de maconha. Os dois foram encaminhados para a delegacia e encaminhados para o presídio Floramar.


O delegado responsável pelo caso, Leonardo Pio, disse que T. negou a autoria do crime quando foi abordado. “Durante a prisão pela polícia militar, o suspeito negou a autoria do crime.  Mas diante das evidências, de que ele foi conduzido para a delegacia por estar portando uma arma de fogo do mesmo calibre do homicídio e drogas e de testemunhas presenciais que o viram entrando no local do crime, ele acabou confessando a prática do homicídio alegando desavenças e alegou que João Paulo já estava lhe provocando” contou.
 

De acordo com a investigação, João Paulo não foi assassinado por engano como se acreditava no início das investigações. Em depoimento, o suspeito alegou desavenças com a vítima e que o crime também teria sido motivado por uma briga por namorada. “Pelas evidências que temos hoje o T.  foi categórico e disse que já conhecia o João Paulo. Já tinha a briga deles por causa de drogas no bairro. Na verdade ele quis assassinar o João Paulo, contou detalhes de como foi o assassinato, que ficou vigiando a vítima chegar  para efetuar os disparos” explicou o delegado.
 

A polícia pediu prisão temporária do suspeito por trinta dias. É o mesmo período para concluir as investigações. O suspeito tem ligação com traficantes do bairro são João de Deus, mas a polícia quer saber se mais pessoas têm envolvimento com o homicídio, porém T. afirma que agiu sozinho. “T. está sendo processado por tráfico, que pode gerar pena de 5 a 15 anos prisão e também por  posse ilegal de arma de fogo com a numeração raspada, pena que pode chegar por oito anos.  Agora pelo homicídio qualificado  uma pena de doze a trinta anos de prisão” disse o delegado. A arma usada no crime está no Instituto de Criminalística de Belo Horizonte passando por exame de micro comparação balística.

 

Homicídio no bairro Santo Antônio

 

Também na segunda-feira, outro homicídio chocou a população de Divinópolis.  Thiago Valeriano Silveira, 29 anos, foi assassinado em uma padaria enquanto tomava café. Os suspeitos fugiram  em um carro preto. Até o momento nenhum suspeito foi preso.
 

Doutor Leonardo Pio, diz que as investigações estão avançadas e que estão avaliando se os dois homicídios tem ligação. “Nós estamos tentando fazer a associação, mas  T.  afirma categoricamente que não. A perícia em Belo Horizonte vai dizer se a arma foi usada nos dois crimes”. A única informação confirmada pela Polícia é que o homicídio foi motivado por dívida e tráfico de drogas.
 

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