sexta-feira, 16 de Março de 2012 19:05h Atualizado em 17 de Março de 2012 às 10:37h. Paulo Reis

Polícia Federal desmascara advogado estelionatário em Divinópolis

Um advogado de 53 anos com escritório no bairro Catalão foi indiciado por aplicar golpe de estelionato em uma mulher que possui capacidade mental reduzida. O crime foi descoberto após investigações na casa do suspeito na noite da última quinta-feira

Uma equipe da Polícia Federal autuou na noite da última quinta-feira (15) um advogado suspeito de estelionato no bairro Catalão.
A Polícia já investigava o suspeito por saque fraudulento de benefício previdenciário de uma mulher de 44 anos. De posse de um mandado de busca e apreensão os federais se dirigiram ao escritório do possível infrator que funciona na casa do mesmo.
Durante buscas pelo local os policiais encontraram os cartões para saque benefício e extratos bancários que ele utilizava da conta.
O advogado sacava o benefício da beneficiária ficava com parte do valor e repassava uma pequena quantia para ela. O crime vinha sendo cometido desde o ano de 2008 quando o infrator ajuizou uma ação de concessão de benefício previdenciário e ela foi deferida no ano citado.
As investigações continuam e o suspeito responderá por crime de estelionato e apropriação indébita e em razão de ter sido localizado na residência uma bucha de maconha ele ainda responderá processo por uso de drogas pela justiça estadual em Divinópolis.
A situação poderia nunca ser descoberta já que a vítima possui uma capacidade mental reduzida e confiava plenamente nas ações do advogado. De acordo com o Delegado Federal Felipe Baeta a vítima era influenciada pelo advogado que tinha posse dos documentos e cartões bancários para que ele sacasse o benefício para ela. O suspeito sacava um salário mínimo e repassava apenas a quantia de R$ 100,00 para a beneficiária.
O suspeito C.A.S.C. de 53 anos já exercia a profissão de advogado desde o ano de 2003. A OAB (Organização dos Advogados do Brasil) acompanhou todas as investigações e será comunicada oficialmente para poder tomar as medidas administrativas cabíveis quanto a atitude profissional do advogado.
O suspeito responderá o processo em liberdade em razão das penas relacionadas ao tóxico serem de menor potencial ofensivo.

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