quinta-feira, 16 de Outubro de 2014 11:13h

Polícia Federal executa operação contra a pornografia infantil em 18 estados do Brasil

Cerca de 60 policiais federais executaram a operação Darknet, na manhã de ontem, em Minas Gerais

Cerca de 60 policiais federais executaram a operação Darknet, na manhã de ontem, em Minas Gerais, cumprindo um mandado de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, com seis prisões em flagrante e duas apreensões de menores em flagrante. A operação policial teve o objetivo de confirmar a identidade dos suspeitos, buscar elementos que comprovem os crimes de armazenamento e divulgação de imagens e combater o abuso sexual de crianças e adolescentes.
Em todo Brasil, mais de 500 policiais federais participaram da operação, e cumpriram ao todo 93 mandados de busca, mandados de prisão e mandados de condução coercitiva em 18 estados e no Distrito Federal. Pela primeira vez em operações de combate à pornografia infantil, a PF rastreou o ambiente conhecido como Deep Web, considerado um meio seguro para que usuários da internet divulguem anonimamente conteúdos variados. A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. A PF conseguiu quebrar esse paradigma e identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil.
A Operação Darknet foi realizada simultaneamente por 44 unidades da Polícia Federal nos estados do Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. No decorrer da investigação, iniciada há um ano, pelo menos seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou do iminente estupro, em diversos locais do Brasil.
Em um dos casos, um pai relatava que abusaria da filha assim que ela nascesse. Nesses episódios, policiais federais agiram e evitaram que as crianças permanecessem ou se tornassem vítimas, prendendo quatro investigados. As informações obtidas durante as investigações que envolvem suspeitos de outros países foram repassadas para autoridades de Portugal, Itália, Colômbia, México e Venezuela. Os presos poderão responder pelos crimes de posse, transmissão e eventual produção de material pornográfico infanto-juvenil, sujeitos a até 18 anos de prisão.

 

 

 

Crédito: Divulgação/PF
 

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