terça-feira, 19 de Maio de 2015 10:57h Atualizado em 19 de Maio de 2015 às 11:03h. Pollyanna Martins

Polícia Federal prende quadrilha que fabricava notas falsas

Dez mandados foram expedidos. Cinco pessoas foram presas

Uma quadrilha que passava cédulas falsas na região foi presa em uma operação da Polícia Federal, na manhã de ontem, em Divinópolis. Três homens e duas mulheres foram presos. Ao todo, foram expedidos dez mandados. Seis de busca e apreensão, três de condução coercitiva – para prestar declarações sobre os fatos – e um mandado de prisão preventiva. A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Militar.
As investigações começaram a cerca de três meses, quando os comerciantes, vítimas dos suspeitos, divulgaram em redes sociais imagens do circuito interno dos estabelecimentos. Segundo o delegado que conduziu a investigação, Felipe Baeta, a quadrilha agia em Divinópolis, Carmo do Cajuru e Santo Antônio do Monte. “Nós recebemos muitas informações através de vídeos do WhatsApp e Facebook, onde foi possível reconhecer esses elementos que estavam repassando cédulas falsas na região toda. Ouvimos os comerciantes, que confirmaram quem eram os verdadeiros autores das práticas ilícitas”, conta.
Ainda de acordo com o delegado, no ano passado foram apreendidas 20 cédulas falsas de R$ 100 com uma das suspeitas que foi presa na manhã de ontem. A mulher cumpriu pena pelo crime até a semana passada, no presídio Floramar. “Até semana passava, a mulher estava presa por repasse de cédulas falsas na região. Na época, ela estava com 20 cédulas falsas de R$ 100”, confirma. Os envolvidos tinham passagem por tráfico de drogas, desmanche de veículos e vão responder pelo crime de moeda falsa, que tem a pena prevista de três a doze anos de prisão.

FALSIFICAÇÃO
O delegado, Daniel Fontini, contou que a quadrilha lavava notas de R$ 2 em fórmula química, e após este processo, imprimia notas de R$ 100 por cima. Com isto, o processo de identificação da autenticidade da nota era dificultado. “Esse processo dificulta a identificação do comerciante, porque o papel moeda é verdadeiro, só a impressão que é falsa. Todos os mecanismos de identificar a cédula pelo papel moeda não funcionavam”, explica. Um dos suspeitos confessou o crime e informou que repassou cerca de R$ 1700 em notas falsas. De acordo com Fontini, há informações de que um dos membros da quadrilha possui mais de R$ 50 mil em notas falsas.

OPERAÇÃO
O coronel Laércio Reis destaca que todo o efetivo da Polícia Militar ficou à disposição da Polícia Federal para cumprir os mandados judiciais. Conforme o coronel, nenhum dos suspeitos reagiu à prisão e toda a operação foi conduzida de forma tranquila. “Não teve nenhum problema, o aparato policial que foi montado em condições de que não houvesse nenhum problema em relação ao trabalho das duas policias”, frisa.

COMO PROCEDER
O delegado Felipe Baeta orienta ainda como os comerciantes devem proceder caso recebam notas falsas. “O comerciante deve acionar a Polícia Militar, que vai fazer a arrecadação da cédula no local, e depois enviar para a gente. Nós vamos fazer o procedimento de polícia judiciária, investigação e prisão, e levar essas pessoas ao poder judiciário, para assim, responder pelos crimes”, informa. O inquérito deve ser encerrado em uma semana, e o delegado não descarta a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas no crime.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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