segunda-feira, 19 de Agosto de 2013 06:39h Luiz Felipe Enes

Polícia Federal realiza ações contra crimes fiscais também em Divinópolis

“Dissolução” foi a operação desenvolvida para fiscalizar crimes fiscais e de sonegações. Uma empresa da cidade está envolvida

A Polícia Federal desencadeou na manhã de ontem, uma operação intitulada “Dissolução”, com o objetivo de desarticular quadrilhas que atuavam no mercado ilegal de câmbio de moeda estrangeira, além de remessa ilegal de valores para o exterior.

A ação da Polícia Federal cinfigurou na conclusão de treze inquéritos instaurados. Em todo o estado, houve o cumprimento de 61 mandados judiciais, sendo 20 de prisão temporária, 16 de condução coercitiva e 28 de busca e apreensão em Belo Horizonte. Até o momento, foram apreendidos carros de luxo, obras de arte e dinheiro em espécie.

Em Divinópolis, houve até o momento, somente um mandado de busca e apreensão. Computadores e documentos foram recolhidos pela Polícia Federal em uma loja de produtos têxteis.
O desenrolar da história começou com investigações em empresários também do ramo têxtil em Belo Horizonte. Todo esquema procura doleiros para realizar o pagamento de fornecedores no exterior às margens do sistema legal. As pessoas incluídas nas fraudes evitavam declarar as operações financeiras ao Banco Central e à Receita Federal, sonegando as cargas tributárias incidentes nas importações.

O pagamento era concedido para exportadores de países como a China, Hong Kong, Tailândia, entre outros. A Polícia Federal representou na Justiça Federal, a possibilidade de compartilhamento das informações coletadas na investigação. A Receita Federal deve analisar todos os casos para que sejam instaurados procedimentos administrativos fiscais contra as irregularidades cometidas pelas empresas.

Todos os indiciados na operação “Dissolução”, devem responder, à medida das participações, pelos crimes de formação de quadrilha, além de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, tais como operar instituição financeira sem a devida autorização e efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover evasão de divisas. Se somadas, as penas podem chegar a 13 anos. Os equipamentos recolhidos em Divinópolis foram levados para análise da Justiça de Belo Horizonte. O gerente de importação da empresa têxtil prestou depoimento na delegacia de Polícia Federal e foi liberado.

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