terça-feira, 28 de Agosto de 2012 12:11h Gazeta do Oeste

Policiais do Gate que atiraram em suspeito da chacina são soltos

 Os policiais militares do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) que participaram da morte de Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, de 22 anos, foram liberados da prisão militar nessa segunda-feira (27). O mandado de soltura foi expedido pelo juiz André de Mourão Motta, da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, horas depois da prisão do segundo e terceiro sargentos, que foram presos em flagrante por terem cometido um crime militar: eles estavam em horário de serviço e usando arma da corporação atiraram contra um dos homens suspeitos de ter atirado com uma submetralhadora espanhola nos presentes na casa de shows no bairro São Geraldo, na região Leste da capital. Cerqueira é suspeito de participar da chacina que deixou três mortos e 14 feridos durante um tiroteio, durante a madrugada da segunda-feira. Os policiais ficaram presos no Batalhão do Gate e, após a soltura, devem responder ao processo em liberdade. As duas pistolas .40 utilizadas por eles também foram apreendidas.

 

 

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que os policiais militares agiram de acordo com os princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade da conveniência e da moderação, com a finalidade de preservar vidas e garantir a segurança de moradores da região. No texto, há ainda a informação de que o recolhimento dos dois sargentos e de suas armas é um procedimento padrão previsto no Código de Processo Penal Militar, quando ocorre morte em uma operação policial.



De acordo com o tenente-coronel Marcelo Vladimir Corrêa, comandante do Gate, eles foram presos porque cometeram um crime militar, já que os policiais estavam em serviço, usando a arma da corporação.“Fui ao local, acompanhei o trabalho junto com a Corregedoria na tentativa de identificar as informações de agressão. O vídeo não aparece, assim como a testemunha que o teria feito. Encaminhei tudo para a Justiça, interroguei testemunhas. Tenho convicção de que os militares agiram dentro dos princípios da legalidade, da necessidade, da proporcionalidade, da moderação e da conveniência”, afirmou o comandante do Gate.

 


A chacina

 

 

A tragédia ocorreu na casa de shows "Viola Encatada". Segundo a polícia, três homens, sendo dois deles em uma moto e o terceiro em um carro, foram até o estabelecimento com uma submetralhadora espanhola e uma pistola. No local, eles atiraram contra os frequentadores que estavam na porta.



Investigações apontam que o alvo dos tiros seria Vitor Leonardo dos Santos Souza, de 28 anos, que tinha passagens pela polícia. Além disso, ele é suspeito de ser autor de vários crimes na região e teria um mandado de prisão em aberto. O homem morreu no local, assim como Mara Lúcia da Silva, de  28 anos, também atingida pelos tiros. Ela também tinha passagem pela polícia por desobediência. Outras vítimas baleadas foram socorridas e continuam internadas nos hospitais de Pronto-Socorro João XXIII e Odilon Behrens. Depois do tiroteio, o tenente reformado da PM Eduardo Peixoto, dono da casa de show, informou que prentende fechar o local. (*) Com Jefferson Delbem e Pedro Rotterdan.

 

 

 

 

 

 

 

 

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