sexta-feira, 23 de Agosto de 2013 07:05h

Policial Civil é exonerado do cargo por facilitar a saída de presidiários

Além do Civil, um agente penitenciário estava envolvido no esquema de liberação de detentos e recebiam por isso

O desvio de conduta de policiais em Itaúna vem sendo investigado há mais de um ano pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Durante as investigações, um policial civil, que não teve o nome divulgado, foi desligado da corporação.
As investigações entregavam não só ele, como um agente penitenciário que recebiam dinheiro para realizar encontros entre presos fora da cadeia.

 


A exoneração do agente foi publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais nesta semana. De acordo com a Corregedoria da polícia, ficou provado em processo administrativo que o detetive e o agente penitenciário chegaram a simular atendimento médico de urgência para os presos, com o objetivo de promover os encontros.

 


As investigações sobre esquemas criminosos na cidade envolvendo outros policiais continuam. Há suspeita de participação dos agentes em tráfico de drogas, relaxamentos ilegais de prisão em flagrante e favorecimento de detentos e até homicídios.

 


Em março deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou três policiais acusados de formação de quadrilha e fraude de documentos de veículos na Delegacia de Trânsito de Itaúna. De acordo com a investigação, que durou cerca de um ano, um delegado de polícia e um detetive aproveitaram-se da permissão de acesso ao sistema do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG) para beneficiar uma quadrilha que regularizava veículos com problemas na documentação.

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