segunda-feira, 27 de Agosto de 2012 12:38h Gazeta do Oeste

Policial civil pode estar envolvido na morte do primo do ex-goleiro Bruno

A morte de Sérgio Rosa Sales, primo do ex-goleiro Bruno Fernandes, assassinado com seis tiros no bairro Minaslândia, na última quarta-feira (22), pode ter envolvimento de um policial civil. Isso porque a apuração do crime foi repassada nesta segunda-feira (27) para a Corregedoria da Polícia Civil. Antes, o caso estava sob a alçada do Departamento de Homicídios de Proteção Pessoas (BHPP), mas segundo o delegado Wagner Pinto chefe do departamento a morte dele será investigada pela Corregedoria. Sérgio era peça fundamental no caso que investiga o desaparecimento da ex-modelo Eliza Samudio

 

 

A assessoria de imprensa da Polícia Civil não soube informar qual seria a razão da transferência da responsabilidade para a investigação do crime, mas confirmou que quando os casos são encaminhados para a Corregedoria deve-se ao fato de ter algum envolvimento de policial.

 

Suspeitos

 

 

Um homem que pode ter envolvimento na execução de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, foi preso na tarde dessa sexta-feira (24), no bairro Minaslândia, região Norte de Belo Horizonte. A polícia prendeu o suspeito após denúncia anônima. No total, sete pessoas foram presas por envolvimento com o tráfico de drogas. Com eles, a polícia apreendeu três revólveres calibre .38, 173 pedras de crack, 62 buchas de maconha, além de tabletes de maconha, uma porção de cocaína e 30 munições de calibre .38. Eles teriam negado qualquer ligação com a morte do primo do goleiro Bruno e que a arma e as drogas não seriam deles.



O crime



Sérgio Rosa Sales foi assassinado na quarta-feira (22). De acordo com a Polícia Civil, ele era peça fundamental no caso que investiga o desaparecimento da ex-modelo Eliza Samudio. Em depoimento à polícia, o primo de Bruno revelou que a ex-amante do atleta teria sido morta. Depois Sérgio mudou de versão e disse que foi pressionado para falar sobre o crime.



Ele havia deixado a penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, no dia 11 de agosto de 2011. Sérgio respondia pelos crimes de homicídio triplicamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Ele ficou 400 dias preso e, na época da saída, disse que se sentia "feliz e aliviado". O jovem foi morto perto de casa, na rua Aracitaba, esquina com rua Maria Madalena, quando saía para o trabalho. Há suspeita de que o homicídio tenha sido uma queima de arquivo, já que Sérgio era um dos envolvidos no caso do desaparecimento da modelo Eliza Samúdio.

 

 

 

 

 

 

 

 

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