terça-feira, 17 de Maio de 2016 10:55h Atualizado em 17 de Maio de 2016 às 11:00h. Polícia Civil de Minas Gerais

Polícias Civil e Militar prendem organização criminosa especializada em roubo a residências e caixas eletrônicos

A Polícia Civil de Minas Gerais, em ação conjunta com a Polícia Militar, realizou, na sexta-feira (13), a prisão de uma organização criminosa especializada em roubos a residências e caixas eletrônicos

Foram presos Bruno Brossom Viana, Wanderson Soares de Alcântara (conhecido como “Banguelo”), Adenilson Ferreira da Silva e Julian Martins da Silva. Eles foram surpreendidos quando tentavam fugir após roubarem um sítio na Lagoa Várzea das Flores, em Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

No momento da prisão, foram apreendidas, com os suspeitos, três armas utilizadas no assalto ao sítio. Na casa dos investigados, foram encontrados, ainda, inúmeros explosivos tipo dinamite, munições, maçarico e furadeira, supostamente usados para o roubo aos caixas eletrônicos, além de outros materiais.

 

 

 

Rastreamento

A partir de informações de inteligência, a polícia realizou cerco na região e conseguiu rastrear os suspeitos. Um veículo Fiat/Fiorino, cor branca, que havia sido roubado no dia 12 de abril, foi avistado pela equipe da Polícia Militar, e imediatamente dada ordem de parada. Os suspeitos tentaram fugir, mas acabaram se deslocando para uma rua sem saída, onde foram abordados pelos policiais.

Os ocupantes do veículo assumiram que haviam acabado de cometer um assalto a um sítio nas imediações. Com Bruno, que é policial militar, foi apreendida uma pistola calibre .40. Com Wanderson, a polícia encontrou uma pistola calibre .380 e, em posse de Adenilton, um revólver calibre .38.

 

 

 

De acordo com o delegado Daniel Couto e Gama, a intenção original dos criminosos era de sequestrar o pai de um gerente de banco, que residia no sítio, para exigirem um resgate. “Como no local eles acabaram descobrindo que o gerente estava de férias e que o plano de sequestro estava frustrado, eles resolveram roubar eletrodomésticos do sítio para não voltarem de mãos vazias”, explicou.

Posteriormente às prisões, a polícia realizou diligências nas residências dos suspeitos e foi encontrado, na casa de Bruno, um distintivo da Polícia Civil, supostamente usado na prática dos crimes.

 

 

 

 

Já na residência de Adenilton, foram apreendidos diversos explosivos, tipo dinamite, toucas-ninja, munições de diversos calibres, maçarico, furadeira industrial, máquina de cartões de crédito/débito e dinheiro em espécie.

Segundo o delegado, Bruno seria o chefe do grupo e se valia de informações privilegiadas da Polícia Militar para planejar as ações criminosas. “Além do monitoramento dos alvos, ele utilizava rádios comunicadores com a frequência da polícia para coordenar os crimes”, disse.

 

 

 

 

O tenente-coronel da Polícia Militar Luciano Vivas lamentou a participação de um policial militar no crime e adiantou que todas as providências estão sendo tomadas para apuração do caso. “Já foi instaurado um procedimento administrativo e disciplinar contra o policial”, informou.

Paralelamente, o militar está sendo investigado criminalmente pela participação em outras tentativas de sequestro. “Estamos agindo com o maior rigor possível para investigar a participação do grupo em outras ocorrências e já buscamos a identificação de pelo menos outros três envolvidos”, acrescentou o delegado Álvaro Huerta. “Agradecemos todo o apoio da Polícia Militar e sabemos que casos como esse são fatos isolados”, completou.

Os suspeitos ainda são investigados por outros crimes, entre eles ocorrências de roubo e homicídio.

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