segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015 12:31h Atualizado em 14 de Dezembro de 2015 às 12:44h. Agência Minas

Presos costureiros têm curso de aperfeiçoamento em Juiz de Fora

Curso foi uma espécie de prêmio ao bom desempenho dos detentos, que produzem aproximadamente 46 mil peças por mês

Cerca de 60 presos que trabalham na linha de produção de cuecas da Malharia Pinguim no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Juiz de Fora, na Zona da Mata, concluiram um treinamento de 156 horas/aula. No curso, oferecido pela própria empresa, os presos foram habilitados a atuar em todas as etapas da confecção de roupas de malha e receberam noções de segurança do trabalho, meio ambiente e de empreendedorismo.

O curso foi uma espécie de prêmio ao bom desempenho dos presos, que produzem aproximadamente 46 mil peças por mês no galpão do Ceresp. Alguns deles trabalham há mais de um ano para a Pinguim.

A gerente de produção Eliane Virgínia da Silva foi a instrutora do treinamento. “Agora eles estão capacitados a confeccionar qualquer peça em malha. Pode ser uma camiseta, um short ou uma calcinha”, explica.

A montagem de uma cueca, por exemplo, requer oito operações diferentes e cinco máquinas com funções peculiares. O curso preparou os detentos a operar em qualquer uma delas, como o overloque, o pesponto, o rebate de cintura ou no forro, por exemplo.

Na opinião do diretor-geral do Ceresp, Alexandre Cunha, o aperfeiçoamento é fundamental para estimular a continuidade dos presos no trabalho e para prepará-los melhor para disputar uma vaga no futuro fora da prisão.

“Preparar os presos para o exercício de uma atividade profissional e fornecer uma certificação é uma forma de ajudá-los a enfrentar o preconceito na hora de procurar trabalho após o cumprimento da pena”, observa o diretor.

 

Escolha

O detento Adriano da Silva, de 29 anos de idade, está há sete meses na fábrica e cuida da etapa de montagem das cuecas chamada de rebatida de perna. Ele entrega ao final do dia aproximadamente 130 dúzias de cuecas.

“O curso me deu a possibilidade de entender como funciona toda a fabricação das peças. Estou pronto para assumir qualquer uma destas máquinas”, garante o detento. Para Adriano, o trabalho “abriu” sua mente para a possibilidade de uma vida fora do crime. “Vou ser um profissional do ramo de malharia!”, aposta.

 

Créditos: Divulgação/Seds

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