sexta-feira, 1 de Maio de 2015 08:14h Atualizado em 1 de Maio de 2015 às 08:21h. Carina Lelles

Quatro pessoas são condenadas por tráfico de 5,7 toneladas de maconha

Os réus receberam penas que vão de 9 a 19 anos de prisão e terão de pagar multas que, somadas, ultrapassam 178 mil reais

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de quatro pessoas - José Leonel Vieira, Sônia Rodrigues Lemos, Guilherme Magela Alves e Getúlio Ricardo Pereira - por tráfico internacional de drogas e armas de fogo de uso restrito.
José Leonel, também condenado pelo crime de resistência qualificada (artigo 329 do Código Penal), recebeu pena total de 19 anos e três meses de prisão. Sua companheira, Sônia Lemos, terá de cumprir 12 anos e sete meses; Guilherme Magela, 16 anos e dois meses e Getúlio Pereira, 9 anos e 7 meses de prisão. As penas de multa aplicadas aos réus somaram 7.379 dias-multa, o que equivale a cerca de R$ 178 mil.
No dia 15 de maio do ano passado, por volta das três horas da tarde, policiais militares perceberam uma caminhonete Hillux preta escoltando um caminhão pela rodovia estadual AMG-0305, em Pitangui/MG, região centro-oeste do estado. A PM abordou o caminhão, onde estavam Guilherme Alves, que dirigia o veículo, Getúlio Pereira e um terceiro ocupante, que efetuou disparos de arma de fogo e conseguiu fugir.
Logo após, a caminhonete retornou ao local da abordagem, mas o motorista, assim que percebeu a presença dos policiais, começou a fugir por uma estrada vicinal. Um dos ocupantes desse veículo, José Leonel, pela janela, começou a atirar contra os policiais, que, mesmo assim, perseguiram a caminhonete. O veículo foi abandonado e seus ocupantes fugiram a pé, embrenhando-se no mato. Os policiais conseguiram encontrar Sônia Lemos, que estava escondida no matagal e foi presa em flagrante.
Enquanto isso, outros policiais verificavam o caminhão, onde foram encontrados 5.700 quilos de maconha, prensada em tabletes e acondicionada em sacos com a inscrição "indústria paraguaya".
Guilherme e Getúlio também foram presos em flagrante e dentro da viatura policial ainda desferiram pontapés nos vidros do veículo para quebrá-los e tentar fugir. A PM teve de trocar de viatura para conseguir levá-los em segurança.
Armas
Além da droga, os réus também contrabandearam armas e munições fabricadas em diversos países. Foram encontrados, nos dois veículos, 25 munições calibre 380, 40 munições calibre 12, uma espingarda calibre 12 e um colete à prova de balas.
Também foram apreendidos um aparelho de GPS, no qual a perícia encontrou registros dos trajetos percorridos pelo grupo nos estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Tocantins, Maranhão e no Paraguai, além de uma balança eletrônica e aparelhos de radiotransmissão, que eram usados para comunicação entre os veículos. O uso desses aparelhos rendeu aos quatro acusados condenação por outro crime, o de telecomunicação clandestina.
Decretada a prisão preventiva de José Leonel, ele acabou preso no dia 26 de setembro em um sítio localizado na zona rural de Japaraíba/MG. Ao ser detido, após nova tentativa de fuga, o acusado apresentou aos policiais federais uma carteira de habilitação falsa, com sua foto, mas em nome de José Adão Alves, o que acabou resultando em outra denúncia, por uso de documento falso e posse ilegal de arma de fogo, já que no sítio foram encontradas munições e uma pistola semi automática 380. Além disso, os policiais localizaram e apreenderam cerca de R$ 19.800, que estavam escondidos sob uma geladeira.
Os quatro réus possuem vários registros criminais, mas enquanto Getúlio Pereira e Sônia Lemos não apresentam nenhuma condenação definitiva, José Leonel tem diversas condenações já transitadas em julgado, inclusive por homicídio. Há registros ainda da prática dos crimes de porte ilegal de arma de fogo, furto, lesões corporais e tráfico de drogas.
Outro acusado, Guilherme Alves, também possui várias passagens pela polícia e processos em trâmite na Justiça Estadual, além de quatro condenações transitadas em julgado.
A Justiça Federal decretou o pedimento do caminhão e da caminhonete usados nos crimes. Por isso, os veículos serão leiloados e os recursos serão depositados no Fundo Nacional Antidrogas, gerido pelo Ministério da Justiça.
José Leonel encontra-se preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Os demais, no presídio Floramar, em Divinópolis.

 

Crédito: Carina Lelles

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