segunda-feira, 16 de Julho de 2012 10:07h Gazeta do Oeste

Recém-nascida é encontrada em um saco no meio do mato

A Polícia Civil tenta identificar a mulher que abandonou uma recém-nascida em um matagal às margens de uma estrada da cidade de Itabira, na região Central do Estado. O bebê estava dentro de um saco plástico

A Polícia Civil tenta identificar a mulher que abandonou uma recém-nascida em um matagal às margens de uma estrada da cidade de Itabira, na região Central do Estado. O bebê estava dentro de um saco plástico e foi encontrado, anteontem, por dois operários que trabalhavam no lugar. "É a nossa prioridade no momento. Temos que saber quem é a mãe dessa garota e tentar entender qual o motivo que a fez abandonar a filha. Acreditamos que ela resida próximo ao local do crime", afirmou o delegado Renato Gavião.

 

A criança está no hospital Nossa Senhora das Dores, no centro de Itabira, e passa bem. A menina mede 51 cm e pesa 3,1 kg. Uma enfermeira da unidade, que não quis se identificar, contou que o bebê foi "paquerado" por todos os funcionários, e que o caso comoveu não só a maternidade, mas a cidade.

 

"Todo mundo está comentando o assunto. Eu queria entender o que leva uma mãe a querer abandonar o próprio filho. Ela não tem amor no coração? A criança não tem culpa de ser indesejada. Ela bem que poderia ter entregue o bebê a um familiar ou a um orfanato, mas nunca ter colocado a vida dele em risco", afirmou a aposentada Laura Ferreira, 65, que mora em Itabira.

 

Resgate. Os operários Adílson Santos, 48, e José Geraldo de Araújo, 49, localizaram a menina, anteontem, após ficarem curiosos com o conteúdo da sacola. "Pensei que fosse uma trouxa de roupas. Mas quando mexemos para saber o que era, vimos o bebê. A criança estava adormecida quando a pegamos", disse Araújo.

 

Os dois acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Fernando Garoffo, que prestou os primeiros socorros à criança, informou que ela havia nascido há poucas horas e ainda estava com o cordão umbilical. Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado. Os militares fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar a mãe. O Conselho Tutelar, segundo o BO, já foi notificado para acompanhar o caso.

 

Crime. De acordo com a Polícia Civil, a mãe vai responder pelo crime de abandono de incapaz, que prevê uma pena que varia de seis meses a três anos de prisão. O tempo de reclusão pode aumentar se houver alguma complicação no estado de saúde da menina.

 

 

 

 

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