quarta-feira, 28 de Março de 2012 11:34h Atualizado em 28 de Março de 2012 às 11:48h. Paulo Reis

Réu condenado a 16 anos de prisão por crime de 2010

O crime foi cometido no final de 2010 em uma cervejaria da rua Pitangui. O acusado Renato Severino efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a vítima Emanuel Ferreira. O crime possivelmente teria sido motivado por dívida de drogas

Na manhã de ontem (27) começou no Fórum Doutor Manoel de Castro dos Santos de Divinópolis, situado na rua João Morato, região central do município o julgamento de casos sobre crimes contra a vida.
A partir das 8h da última terça-feira (27) foi julgado o crime praticado na rua Pitangui no dia 12 de dezembro de 2010, quando Renato Severino atingiu a vítima Emanuel Castelano Ferreira com disparos de um revólver calibre 38 próximo à Cervejaria Tradição situada na rua Pitangui. O crime foi motivado talvez por uma dívida de R$ 250,00 de drogas.
Alguns estudantes de Direito estiveram presentes ao julgamento para conhecer na prática como ocorre esse tipo de sessão. O julgamento foi procedido pelo Juiz Mauro Riuji que durante os processos passou dicas aos alunos que estavam no tribunal.
Primeiro foram convocados as pessoas que participariam do Júri, que foram aceitos ou não pela defesa do suspeito e pelos representantes do Ministério Públicos ali como corpo de acusação. Ao final da apresentação o Júri ficou composto de 5 homens e 2 mulheres.
Para o andamento do Julgamento foram ouvidas 5 testemunhas dentre elas, o dono da cervejaria, o pai e a amásia  da vítima, 2 garotas de programa e uma freguesa que estava no local no momento do crime.

AS TESTEMUNHAS

O pai de Emanuel Ferreira, que é enfermeiro, relembrou que antes da morrer, o filho sofreu um atentado. Uma pessoa teria efetuado disparos de arma de fogo contra ele,que o atingiram pouco acima de um dos joelhos e atravessou a coxa, atentado esse que segundo a vítima teria sido praticado pelo suspeito Renato Severino.
O pai ainda lembrou que o filho, por medo preferiu ser tratado em casa e também não quis registrar queixa, pois se mostrou apreensivo quanto a reação do suspeito. Na verdade ele já sabia que o pior poderia ocorrer.
A ex-amásia confirmou perante o Juiz Mauro Riuji, a defesa, a acusação e o Júri, a veracidade de todos os depoimentos que prestou. Inclusive reforçou que dos dois anos e oito meses de relacionamento os últimos quatro foram muito difíceis. “Ele saia de casa não me dava satisfação, pedia dinheiro, e ainda era viciado em drogas e álcool, mas nunca tinha me feito mal algum”, reforçou a companheira que também afirmou neste período estar mantendo sozinha as despesas da casa. A ex-amásia ainda disse não saber que Emanuel havia comprado um revólver.
Em determinado momento do julgamento um dos advogados de defesa questionou a ex-amásia, se ela tinha conhecimento que a vítima frequentava casas de prostituição no município. Ela de imediato respondeu que não! Então o advogado revelou sobre a presença de Emanuel nestes recintos.
Na sequência foram ouvidas duas garotas de programas que estiveram com a vítima. A primeira disse ter visto por diversas vezes Emanuel chegar alterado à boate, possivelmente pelo uso de drogas e ou bebidas alcoólicas ou as duas juntas. Ela e a vítima mantiveram relações sexuais por algumas vezes. A garota de programa também afirmou que já tinha visto a vítima e o acusado conversando, mas nada em tom agressivo, ou seja, de briga. Somente pouco antes do crime quando a Emanuel efetuou dois disparos de arma de fogo na porta de uma das boates e na sequência disse que queria matar Renato.
A segunda garota de programa, esta de outra casa noturna de Divinópolis, disse que não teve muito contato com a vítima, mas que ele também frequentava o local e até levava algumas das meninas para outra boate, esta onde ele desferiu os tiros contra a vítima na porta do estabelecimento.
Uma mulher que estava na cervejaria também foi convocada a se pronunciar. Ela disse que no momento do crime o acusado Renato Severino passou e com uma mão próxima a cintura esbarrou nela e na sequência escutou os disparos da arma de fogo. Quando questionada se reconhecia o réu, esta disse que tudo foi muito rápido e que não pode afirmar que era ele o culpado pelos disparos.
Já por volta do 12h, após a audição das testemunhas e do réu Renato Severino, o Juiz Mauro Riuji, ordenou recesso no tribunal, a sessão retornou às 13h e somente terminou às 16h30 quando o réu foi considerado culpado e recebeu a pena de 16 anos de prisão em regime fechado.

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