sábado, 14 de Junho de 2014 05:07h Carina Lelles

Seds afirma que meta é tirar dos policiais civis e militares a obrigação de cuidar de presos

A cadeia de Carmo do Cajuru está interditada há cerca de 20 dias.

Os detentos do local, que estava com superlotação e condições precárias, já começaram a ser transferidos. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), não estipulou data, mas afirma que meta é assumir as cadeias públicas e torná-las presídios.
Desde a interdição, a cadeia da cidade não pode mais receber nenhum novo detento. Eles estão sendo levados para o presídio Floramar, que também está superlotado. Os cerca de 60 detentos que já estavam presos na Cadeia de Carmo do Cajuru começaram a ser transferidos para Pará de Minas e Formiga, além de Divinópolis. Esta semana, 23 foram transferidos e outro grupo aguarda pela transferência.
Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) afirma que “a meta é tirar dos policiais civis e militares a obrigação de cuidar de presos e, com isso, poderem retornar às suas funções constitucionais de investigação e policiamento preventivo e repressivo. Neste processo, as cadeias públicas podem ser assumidas e elevadas à condição de presídio ou serem desativadas.”
Questionada se há previsão para quando isso irá acontecer e se Cajuru será contemplada, a assessoria de comunicação da Seds, não informou.

 

 

 

Floramar
Em março deste ano foi aberta a licitação para ampliação do Presídio Floramar, de Divinópolis. O edital previa o acréscimo de 306 vagas na unidade prisional. A verba estava disponível desde 2012, porém, o projeto foi aprovado somente em janeiro deste ano.
A ampliação do Presídio Floramar foi divulgada pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais. O edital destina o recurso de quase R$ 10,5 milhões. Atualmente a unidade prisional tem capacidade para abrigar 237 detentos mas já soma aproximadamente 535 presos. Com a ampliação, a unidade de Divinópolis passa a comportar 540 internos, resolvendo a problemática da lotação.
De acordo com a Seds, “a previsão é de que as obras sejam iniciadas neste mês e concluídas em 2015.”

 

 

Seds afirma que “meta é tirar dos policiais civis e militares a obrigação de cuidar de presos”

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