quarta-feira, 7 de Agosto de 2013 05:57h Luiz Felipe Enes

Serviço de vistoria volta a ser alvo de críticas

Somente nesta terça-feira, aproximadamente 30 veículos aguardavam a inspeção. Porém só dois Civis trabalhavam na execução dos trabalhos

A greve dos Policiais Civis tem atrasado alguns serviços no Departamento de Trânsito. A paralisação que já dura pouco mais de um mês, não tem afetado outras áreas como a vistorias veiculares.
Na manhã de ontem, uma fila extensa, com aproximadamente 30 veículos, aguardavam nos contornos da Praça do Mercado e na Avenida Antônio Olímpio de Morais em Divinópolis. Vários motoristas aguardavam para ter o veículo vistoriado e liberado para circulação.
A área específica de vistorias foi reduzida somente a 30% do habitual, considerando um período em que não haja greve. O departamento da Policia Civil, responsável pelo atendimento, está com o quadro de somente dois inspetores, para analisar as condições do veículo. O horário de atendimento também está limitado, atendendo somente até o meio dia.
Vários motoristas estão tendo que aguardar durante muito tempo para atendimento. Chegando a passar a manhã inteira ou até mesmo tendo que voltar no dia seguinte. É o caso do Representante Comercial Alexandre de Souza. “Estamos ficando prejudicados, vários estão perdendo dias de trabalho e compromissos, aguardando para ter o carro vistoriado”, comenta Alexandre, que havia chegado ali às 6h30 da manhã. Já era por volta das 9h quando ainda havia sete veículos na sua frente.
O horário de atendimento para as vistorias deve mudar nos próximos dias. A tarde será o horário estipulado pela polícia para iniciar os atendimentos. Às 14h as vistorias devem começar. De acordo com a Polícia Civil, enquanto as reivindicações não forem atendidas a greve deve continuar. “A Assembléia Legislativa esta retomando suas atividades nessa terça-feira e encaminhamos um ofício a eles, alegando principalmente a questão do quadro de funcionários”, afirma Patrícia Souto, Investigadora da Polícia Civil.
A carta encaminhada ao órgão dos deputados estaduais está tratando de uma questão já antiga e cobrada pelos Civis, a chamada “Lei Orgânica”. “A população de certa forma está prejudicada, mas o problema está em nosso quadro efetivo de trabalhadores, assim, a comunidade também nos entenderá e pode acompanhar as dificuldades que enfrentamos”, acrescenta a investigadora.
Não há previsão que a situação de atendimento se normalize. A Polícia Civil continua no aguardo de que as solicitações da classe cheguem ao governo do estado, e que de certa forma, possam prosseguir os serviços sem comprometer a população.

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