quinta-feira, 18 de Agosto de 2011 11:05h Natalia Santos

Serviços, sobrecarga e infraestrutura das delegacias do Estado serão vistoriados pela ALMG

Em Divinópolis os inquéritos de investigações estão parados por falta de profissionais

Uma das pautas da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) foi a questão do plantão regionalizado da Polícia Civil. Depois de discutirem o assunto na última terça-feira (16), os parlamentares decidiram fazer uma visita ao secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette de Andrada, para discutir os plantões e principalmente a sobrecarga de trabalho de policiais civis e militares e a integração das duas polícias no Estado.


A ação é desdobramento da audiência pública da Comissão de Segurança Pública da ALMG, e foi solicitada pelos deputados João Leite (PSDB), Sargento Rodrigues (PDT), Cássio Soares (PRTB) e pela deputada Maria Tereza Lara (PT). Além de visita ao secretário, a comissão aprovou a realização de visitas aos plantões da Polícia Civil no Estado, para verificar as condições dos serviços prestados.


O deputado Sargento Rodrigues afirmou que, com a nova forma de trabalho da Polícia Civil, policiais militares têm que realizar deslocamentos por longas distâncias para registrar ocorrências em plantões em cidades vizinhas. O parlamentar também citou o cansaço físico e mental causado nos militares devido ao deslocamento e à longa jornada de trabalho, o que, conforme Rodrigues, já gerou acidentes e mortes de policiais.
 

De acordo com o superintendente de investigação e polícia judiciária, Celso Ávila Prado, os plantões regionalizados funcionam para cumprir a legislação que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais, no máximo. Celso pontuou que carências em relação à prestação de serviços são comuns a todo o sistema de justiça criminal. Além disso, para diminuir a falta de profissionais no quadro da polícia civil, o Estado abriu concurso público para 144 vagas de delegado e 205 para escrivão.

 

Divinópolis

 

A delegada Gorete Rios, em entrevista a Gazeta do Oeste, comentou a sobrecarga de serviço na delegacia da cidade. De acordo com a delegada, mesmo com o concurso que foi aberto recentemente para 16 delegados destinados para Divinópolis, o total não será o bastante para ao município.

“Cada dia que passa perdemos pessoas para outras instituições que pagam melhor. Que tem uma carga horária menor. Em 2002 tínhamos 15 delegados, hoje não tem mais que meia dúzia”, reclamou. Gorete Rios, frisou que a 1° Regional da Polícia Civil não atende atualmente casos de outras cidades, e sobre os plantões regionais ela informou que a delegacia de Divinópolis atende até o momento apenas os municípios de Cláudio e Carmo do Cajuru. Ela admitiu e alardeou que a delegacia consegue apenas atender a demanda dos flagrantes. “Os inquéritos de investigações estão parados por falta de profissionais. Não tempos profissionais para dar conta de toda demanda que nos é imposta”, elucidou Gorete. A delegada espera que a situação de Divinópolis tome outra proporção e disse que as greves dos policiais é um direito e tem o teor de pedir mudanças.

 

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