quinta-feira, 18 de Julho de 2013 06:06h Luiz Felipe Enes

Servidores da Polícia Civil de Divinópolis começam a definir paralisação

Policiais Civis da 1° Delegacia Regional/7ª DPC se reuniram na tarde de ontem, para discutir sobre a greve dos servidores. A greve dos Servidores Civis do Estado já é vigente na capital mineira e agora começa a se espalhar pelo interior do estado. A Dele

Policiais Civis da 1° Delegacia Regional/7ª DPC se reuniram na tarde de ontem, para discutir sobre a greve dos servidores.

A greve dos Servidores Civis do Estado já é vigente na capital mineira e agora começa a se espalhar pelo interior do estado. A Delegacia de Divinópolis já começa a estudar a possibilidade de paralisação. Cerca de 20 funcionários se reuniram para discutir sobre os passos que deverão seguir.

Uma das principais questões pelas quais clamam os Policiais Civis é o atual quadro efetivo. De acordo com eles, o número de funcionários é pouco e a demanda de serviço é alta. São 9.000 trabalhadores, sendo que seria necessário a presença de pelo menos 18.000 para concluir e não sobrecarregar os trabalhos.

Cansados e esgotados. Policiais comentam que a carga de trabalho para poucas pessoas ainda é um problema nas delegacias do interior do Estado. Como é o caso de Carmo do Cajuru, onde há somente um investigador para atender a demanda do município. Muitos profissionais da Polícia Civil também se afastaram por questões ligadas à saúde, principalmente pelo estresse.

Delegacia de Divinópolis

A Delegacia de Polícia de Divinópolis divulgou em nota, problemas que impossibilitam o trabalho. O volume de inquéritos, expedientes e ordens de serviço pendentes supera a capacidade efetiva para a conclusão do trabalho. Estão em andamento, aproximadamente 4.000 inquéritos e 1.500 ordens de serviço para devido cumprimento.

Civis de Divinópolis, sob o apoio do Sindpol já confeccionaram coletes para exibir que estão em paralisação e querem mostrar também a toda população sobre a atual forma de trabalho em que estão.

Principais reivindicações

Começando a impulsionar a paralisação, em parceria com as pautas já elaboradas pelo sindicato, os Civis adaptaram as reivindicações à realidade vivida nas delegacias.

Delegados: Atenderão somente casos de flagrante, e demais ordens judiciais urgentes.

Plantão: Recebimento normal de ocorrências com conduzidos. Demais ocorrências (sem conduzidos, com material ou ocorrências de trânsito), serão recebidas apenas entre os dias de segunda e sexta feira, no período matutino, assim como a impressão das ocorrências também no período da manhã.

Expediente: Cumprimento de intimações e ordens de serviços relacionadas a flagrantes serão realizadas normalmente. Demais ordens de serviço e intimações não serão feitas até o final da grave. Eles também alegam evitar o uso de viaturas caracterizadas. Operações policiais de cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão serão efetuadas em casos inadiáveis, ou que coloquem a vida das vítimas em risco.

Cartórios: Intimações, oitivas, reconhecimento e demais diligências cartorárias privilegiarão somente os inquéritos que se relacionem a flagrantes e ordens judiciais de urgência.

Registro de ocorrência: Redução na feitura de RED’s, na proporção estipulada pelo sindicato.

Detran: Redução na liberação de documentos, na proporção estipulada pelo sindicato, de 30%.

Criminalística: Expedição de laudos somente em casos de flagrantes e ocorrências envolvendo vítimas fatais. A parte de vistoria de veículos se inclui na pauta. Escala reduzida de atendimento por parte dos policiais vistoriadores na proporção também estipulada pelo sindicato. 

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