quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015 09:02h Atualizado em 21 de Janeiro de 2015 às 10:03h. Mariana Gonçalves

Sete ocorrências de afogamento já foram registradas este mês pelo Corpo de Bombeiros

Os dias ensolarados e quentes têm feito crescer a procura por clubes, rios e cachoeiras

Vale de tudo para tentar se refrescar, no entanto a segurança deve vir em primeiro lugar. Só neste início de ano o 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros já registrou sete ocorrências de afogamento. Em janeiro do ano passado foram oito e o total chegou a 30 ocorrências em 2014.
Conforme o tenente do Corpo de Bombeiros Rodolfo Kroehling de Moura, é extremamente importante que antes de entrar na água a pessoa conheça o local. “Os nossos balneários são diferentes das cidades costeiras. Rios, cachoeiras e represas têm até um perigo adicional porque não sabemos o que pode estar embaixo da água, é um tipo de relevo irregular”, alerta.
Para aqueles que gostam de saltar ou mergulhar em águas desconhecidas, é preciso lembrar como essa ação é perigosa. “Tivemos um caso esse ano aqui em Divinópolis, em que o cidadão foi mergulhar e bateu em um banco de areia que estava submerso. Essa pessoa fraturou a coluna. Então é importante estar atento com o ambiente e optar por aqueles locais onde tenha a presença do salva vidas e também do Corpo de Bombeiros”, orienta o tenente.
Locais como o Lago das Roseiras, Prainha do 48 e 49 são bastante frequentados por divinopolitanos. Inclusive esses são lugares onde já ocorreram vários afogamentos, muitos até fatais. Segundo Kroehling, todas as áreas de banho são áreas de risco. “Mesmo em uma pequena quantidade de água pode haver um afogamento, principalmente se houver um descuido por parte do banhista ou dos pais, no caso de ir para esses locais com crianças”, acrescenta.
Em caso de presenciar um afogamento, em hipótese alguma outro banhista deve entrar na água para tentar fazer o salvamento. “Qualquer pessoa que não tenha as técnicas adequadas para o salvamento aquático, se entrar em contato com a pessoa que esteja se afogando, ela corre o risco também de virar outra vítima. Nossa orientação é para que as pessoas não se aproximem da vítima, no entanto, quem tiver presenciado o ocorrido pode tentar arremessar algum objeto que auxilie a flutuação daquele que está se afogando. Podem ser arremessados garrafas pet, isopor, galhos de árvore que deem para que a pessoa se agarrar e com isso seja puxada para a margem e alguma corda que esteja no local”, explica o tenente.

 

CRIANÇAS
É preciso lembrar que criança na água requer atenção especial. Segundo dados do Ministério da Saúde, as principais causas de mortes e sequelas na faixa etária de zero a 14 anos são os acidentes não intencionais, como afogamento e sufocamento. Os afogamentos geralmente acontecem em banheiras, tanques, piscinas, poços, bacias e até mesmo em baldes d’água.
Até um ano de idade é fundamental não deixar a criança sozinha no banho, em piscina ou em área de serviço onde há baldes com água. Quando forem se banhar em piscinas, mar ou rio, não deixe de colocar o colete salva vidas e nem de utilizar a boia.

 

ALCOOL
A ingestão de bebidas alcoólicas é totalmente desaconselhável, pois leva à perda da noção de perigo e desrespeito às normas de segurança. Também são importantes cuidados com a ingestão de medicamentos antes de nadar e evitar brincadeiras que ocasionam traumas. Pular de ponta na água pode provocar choque da cabeça com algum objeto maciço submerso.
Prefira bebidas saudáveis como sucos e água, entre outras. Evite comidas pesadas, dê preferência a lanches mais leves e fique atento: não se deve entrar na água após as refeições. Nade sempre acompanhado, fique próximo à margem ou nade somente em locais permitidos e onde “dê pé”. Tome cuidado ao caminhar sobre rochas, pois podem estar escorregadias e nunca simule um afogamento. Além de tirar a paz do local, você pode estar tirando o salvamento de uma pessoa que realmente precise.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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