segunda-feira, 27 de Abril de 2015 10:57h Atualizado em 27 de Abril de 2015 às 11:10h. Bruna Costa

Simulação de acidente na MG-050 com carga perigosa

Responsáveis pela simulação alertam para que as pessoas não se aproximem de acidentes envolvendo cargas perigosas

Simulação de acidente na MG-050 foi realizada na manhã de sexta, em ação conjunta da Nascentes das Gerais com o Corpo de Bombeiros. O acidente simulado consiste numa das operações de treinamento que as entidades promovem anualmente. Neste caso, o acidente envolvia carga perigosa em que um carro atinge uma carreta carregada com amônia, produto altamente tóxico, deixando a vítima inconsciente no local.
Segundo o gerente de operações, Marcelo Aguiar, no ano passado foram registrados onze acidentes envolvendo carga perigosa, mas em nenhum houve vazamento ou derramamento de carga. A simulação é uma ação prevista no plano de segurança e de gestão ambiental da rodovia. É um simulado de atendimento a um acidente com produto perigoso configurando uma ocorrência de alta complexidade.
Na MG-050 há intenso tráfego de cargas perigosas, como combustíveis, óleos, explosivos, cimento, carvão, calcário – na região de Formiga – e produtos siderúrgicos, o que representa uma alta quantidade de produtos com potencial de risco aos motoristas ao longo da rodovia e com alto poder de contaminação ao meio ambiente. “O simulado serve para a gente preparar as equipes para o atendimento numa ocorrência dessas, de alta complexidade, por envolver alto risco aos usuários da rodovia e ao meio ambiente, tendo inclusive risco de explosão, dependendo do produto”, explica Marcelo.
É recomendado que em situações como a simulada as pessoas que passam pelo local não se aproximem e mantenham distância. “Não pode ter essa ânsia de ajudar e entrar no local do acidente, porque vai acabar piorando a situação, podendo gerar uma nova vítima”, alerta o aspirante Daniel Anconi de Sousa.
No trecho o ideal é ligar para o 0800-282-05-05, canal de contato com a Concessionária Nascentes das Gerauis, e informar a ocorrência do acidente. A empresa é que irá, então, providenciar o posicionamento, a sinalização, a segurança do local e acionar os órgãos e entidades para o atendimento.

 

Fases do resgate simulado
O acidente automobilístico simulado envolvia uma carreta que transportava produtos perigosos e um carro, cujo motorista inconsciente sofreu trauma e estava em um local de perigo. “Esse procedimento do Corpo de Bombeiro é um atendimento especializado de atendimento à vítima de produto perigoso, com um pessoal treinado que requer equipamento certo, uma quantidade de pessoal grande para conseguir tirar a vítima sem criar nenhuma nova vítima. É uma situação complicada, delicada, que exige treinamento, esforço e equipamento”, comenta Anconi.
Segundo o aspirante, o local é dividido em várias áreas e, nesse tipo de ocorrência, cada um tem sua atribuição. A zona quente é a área mais próxima do acidente e é onde existe maior risco de contaminação, tendo derramamento de produto e, por isso, só se entra na área com o nível de proteção adequado ao risco encontrado. “O pessoal entrou com roupão de nível A e a área de isolamento nesse caso é de cem metros”, exemplifica. No caso utilizado para a simulação, a amônia é uma substância tóxica e apresentava risco à pele e de morte por inalação.
Essa equipe é responsável por entrar e retirar a vítima, garantindo a segurança dela, passando pelo corredor onde outra equipe se encontra responsável por descontaminar a vítima, para que ela não vá contaminada para o hospital. Por último, a equipe de resposta pega a vítima descontaminada e coloca na unidade de resgate, transportando-a para o hospital.

 

 

 

Crédito: Bruna Costa

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