terça-feira, 7 de Junho de 2016 16:59h Polícia Civil de Minas Gerais

Suspeita de envolvimento em morte brutal de jovem é presa em Congonhas

Após uma denúncia, a Polícia Civil de Minas Gerais localizou e prendeu, na manhã desta terça-feira (7), Bruna Gonçalves Ferreira, de 25 anos, indiciada pelo homicídio de Carolina Maria de Oliveira, de 17

A suspeita estava foragida na casa de parentes, na cidade de Congonhas, região Central do Estado. Carolina foi agredida, apedrejada e asfixiada no dia 11 de fevereiro deste ano, no bairro Granja Werneck, na capital. Após o crime, a vítima ainda teve o corpo parcialmente queimado. Ela foi encontrada na Estrada do Sanatório, região de Venda Nova, com sinais de esmagamento de crânio e o rosto desfigurado.

 

Wellington Ferreira da Silva, 26 anos, também indiciado pelo crime, continua foragido. Qualquer informação sobre a localização do suspeito pode ser comunicada à polícia por meio do 197 ou pelo Disque Denúncia 181, de forma anônima.

 

Segundo o delegado responsável pelas investigações Sérgio Paranhos, os suspeitos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, com emprego de asfixia e por dissimulação.

 

 

 

 

Motivação

 

De acordo com as investigações, suspeitos e vítima moravam no mesmo bairro e faziam uso de drogas. Bruna e Wellington teriam se unido para executar a vítima fundamentados em motivações próprias.

 

Wellington teria se envolvido afetivamente com Carolina, que não queria mais o relacionamento, deixando o suspeito indignado com a negativa da jovem. Já Bruna, conforme levantamentos, apresentava várias rixas, por questões fúteis, com a vítima.

 

No dia dos fatos, os suspeitos, em companhia de uma terceira pessoa que não participou do crime, saíram para comprar drogas. A fim de armar uma emboscada para Carolina, eles escolheram um trajeto frequentado pela vítima. Ao encontrá-la, o grupo a convidou para acompanhá-los e também fazer uso de entorpecentes.

 

Quando retornavam para o bairro, o amigo dos suspeitos perguntou o porquê da mudança do trajeto, quando eles responderam que teriam um assunto para resolver com Carolina.

 

A vítima foi então arrancada do carro e agredida com socos, chutes e pedras. Wellington teria usado um fio para estrangular Carolina. Testemunhas relatam que escutaram uma voz feminina a todo momento incentivando o homicídio. Após a execução, Wellington ainda arrancou a calcinha da vítima, contudo, laudos periciais não apontam violência sexual.

 

O delegado Luiz Flávio Cortat chamou a atenção para a expertise do trabalho investigativo realizado pelos policiais civis empenhados nesse caso. “Eles conquistaram a confiança das testemunhas, moradores do bairro, a ponto de receberem informações que levaram à captura da suspeita”, ressaltou o delegado.

 

 

 

 

Histórico criminal

 

Bruna já tinha registros na polícia em virtude de uma tentativa de homicídio ocorrida em 2013, no mesmo local em que Carolina foi assassinada. Na ocasião, a suspeita alegou que armou uma emboscada para a vítima, um homem de 56 anos. Bruna contou ainda que ele a teria estuprado quando tinha apenas oito anos de idade. Ao reencontrar esse homem, ela teria resolvido se vingar da violência sofrida quando criança.

 

Fotos:  Divulgação PCMG

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