terça-feira, 24 de Julho de 2012 08:51h Gazeta do Oeste

Suspeita de preconceito racial será indiciada por injúria

A mulher suspeita de preconceito racial contra uma menina de 4 anos dentro de uma escola particular de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, negou ter xingado a menina.

A mulher suspeita de preconceito racial contra uma menina de 4 anos dentro de uma escola particular de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, negou ter xingado a menina. A suspeita, que é avó de um outro aluno da escola, foi ouvida nesta segunda-feira (23) pelo delegado responsável pelo caso, Juarez Gomes, da 4ª Delegacia de Contagem. Mesmo negando o crime, ela será indiciada por injúria qualificada e, se condenada, pode pegar de 1 a 3 anos de prisão, além de multa. Na próxima semana, a polícia vai ouvir uma professora da escola e pedir suporte ao Conselho Tutelar para colher o depoimento da criança.

 

Ainda nesta segunda-feira, a diretora e a professora da menina prestaram depoimento. As duas estiveram na 4ª Delegacia de Polícia, onde foram ouvidas pelo delegado Juarez Gomes. A diretora da escola afirmou desconhecer a demissão da educadora que, de acordo com o processo, flagrou a cena. A diretora disse ainda que ficou sabendo do caso após ter sido procurada pela imprensa. A mãe da vítima foi ouvida novamente nesta segunda.

 

Entenda o caso

 


A garota foi escolhida pela professora para ser a noiva na quadrilha da escola, no último dia 7. O colega, cuja a avó teria feito a declaração racista, formou par com ela na festa. Os advogados da família afirmaram que irão processar a mulher por danos morais e materiais.

 

Segundo a professora Denise Cristina, dois dias após a festa junina, a avó do menino foi ao colégio para reclamar da escolha do par. A professora contou que as crianças estavam assistindo a um filme em uma das salas, quando a senhora chegou gritando: "Você não devia ter colocado aquela negra horrorosa para dançar com meu neto. Tenho certeza de que ninguém quis dançar com ela. Minha vontade era acabar com a festa na hora", teria dito a mulher, segundo a versão da professora.

 

A profissional pediu desligamento do colégio e acusa a escola de se omitir em relação à atitude racista.

 

 

 

 

 

 

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