quarta-feira, 24 de Agosto de 2016 23:37h PCMG

Suspeito de encomendar morte da ex-mulher é preso em Contagem

A Polícia Civil trabalha para identificação dos executores do crime

Horas após o homicídio da oficial de apoio administrativo do Ministério Público Lilian Hermógenes da Silva, de 44 anos, a Polícia Civil prendeu em flagrante o ex-marido da vítima, o advogado Artur Campos Resende, de 49. Ele é suspeito de ser o mandante do crime, ocorrido na manhã desta terça-feira (23), no bairro Jardim Industrial, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Lilian estava saindo de casa para o trabalho quando dois homens se aproximaram em uma moto e dispararam contra a cabeça dela. Eles ainda levaram a bolsa da vítima a fim de simular um assalto.

Após o crime, os suspeitos abandonaram a moto, algumas ruas à frente, e embarcaram em uma Pickup Saveiro Vermelha. A moto utilizada na ação havia sido roubada dois dias antes do crime, em Betim.

Lilian e Artur estavam separados desde o dia 7 de agosto, data em que vítima entrou com pedido de medida protetiva contra o ex-companheiro, a qual foi deferida pela Justiça no dia 11 de agosto. O casal tinha dois filhos, um de 10 e outro de 12 anos.

Qualquer informação que possa ajudar a Polícia a identificar os executores do crime pode ser comunicada à polícia pelo telefone 197 ou pelo Disque Denúncia 181, de forma anônima.

Relação conflituosa

Conforme explicou o delegado que preside o inquérito policial, Alexandre Oliveira, o casal estava junto há 16 anos, mas nos últimos cinco a relação ficou bastante conflituosa. O motivo seria a independência financeira conquistada por Lilian após nomeação em concurso no Ministério Público. Como o marido não possuía renda fixa, muitas das despesas do casal era custeada pela mulher. Para o delegado Oliveira, essa situação teria influenciado de forma decisiva na relação dos dois.

Em novembro do ano passado, Lilian teria decidido se separar de Artur, mas foi persuadida a desistir. A polícia apurou que o suspeito coagia a vítima com torturas psicológicas, tendo episódio, inclusive, de agressão física.

“Lilian era oficial na Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher. Talvez, por trabalhar nessa área, tinha vergonha de ela mesma ser vítima de violência doméstica”, ressaltou Oliveira. No entanto, Lilian foi motivada por colegas a seguir com os planos de divórcio, o que desagradou o marido. De acordo com os levantamentos, três dias antes do crime Artur transitou nas proximidades da casa da mãe de Lilian, local onde ela estava desde a separação. Tal comportamento levantou suspeitas por parte da polícia, que acredita que o crime tenha sido planejado por Artur.

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