quarta-feira, 20 de Janeiro de 2016 10:19h

Suspeito de matar namorada de rival por vingança é preso por equipe do DHPP

Uma disputa relacionada ao tráfico de drogas na capital está sendo apontada como motivação para o homicídio de Aindelesia Honorato, de 32 anos

De acordo com levantamentos do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios Leste, Fernando Ferreira Maximiano, de 31 anos, seria responsável pelo crime. A vítima foi morta no dia 25 de junho do ano passado, no bairro Nazaré, diante de várias testemunhas.

Investigações apontam que, no dia dos fatos, Fernando estava à procura de Dário Pereira Filho, rival do investigado e companheiro de Aindelesia. A mulher foi morta depois que Fernando não encontrou seu alvo. O motivo do crime seria vingança, uma vez que o rival o havia expulsado do aglomerado.

 



Dinâmica do crime

Dário, que estava preso desde 2007 pelos crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio, havia sido liberado no ano passado. Chegando à região onde morava, denominada Favela da Luz, tomou conhecimento de que Fernando estava comercializando entorpecentes na localidade. Em posse dessa informação, Dário o expulsou do aglomerado.

Uma semana após ter sido banido do local, Fernando voltou com o intuito de se vingar de Dário. Ao avistar Aindelesia em um beco, ele se aproximou da mulher e perguntou sobre a localização de Dário. Como afirmou não dispor dessa informação, Fernando então decidiu se vingar na companheira do rival, disparando oito vezes contra a vítima.

Segundo o delegado Emerson Morais, que coordenou as investigações, “não satisfeito, após o crime Fernando expulsou os familiares de Aindelesia de suas casas e passava de carro em alta velocidade pelo anel rodoviário efetuando disparos de arma de fogo, a esmo, contra barracos da Favela da Luz, visando intimidar os moradores”.

 

Fernando é investigado em outros três homicídios ocorridos em Sabará e no bairro Goiânia, na capital. Dário foi preso dias após o fato, depois de ser flagrado portando arma de fogo de uso restrito. A polícia acredita que ele pretendia vingar a morte da companheira. “Em relação aos crimes envolvendo o tráfico de drogas, temos percebido que o autor de hoje é a vítima de amanhã”, ressaltou o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Luiz Flávio Cortat.

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