segunda-feira, 13 de Junho de 2016 14:16h Atualizado em 13 de Junho de 2016 às 14:33h. Polícia Civil de Minas Gerais

Suspeito de tentar matar tia de ex-namorada é preso durante operação policial

O jovem apontado como responsável por assassinar a tiros a tia da ex-namorada, Douglas Rafael Soares Serrano, de 25 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (10), durante operação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais

Renildes Maria Correia, de 54 anos, foi morta dentro de casa, no dia 27 de maio, no bairro União, ocasião em que Douglas também tentou contra a vida da ex-namorada, de 23 anos. 
 

No dia dos fatos, o suspeito teria rendido a ex-namorada, que estava com o filho de sete anos, e seguido para a casa de Renildes. Após breve discussão, a mulher defendeu o relacionamento que a sobrinha já vinha mantendo com outro rapaz e afirmou que os dois iriam se casar. Nesse momento, Douglas atirou na direção da cabeça de Renildes e, em seguida contra a jovem. Toda a ação foi presenciada pela criança que estava em companhia da mãe. A moça foi socorrida e levada para o hospital, onde se encontra em estado grave. Já Renildes morreu no local. 

 

 


 

Conforme relatos de testemunhas, Douglas mantinha um relacionamento conturbado com a ex-namorada, sendo esta, inclusive, alvo de medidas protetivas. Os dois moraram juntos por cinco anos e, nos dois anos seguintes, ficaram entre idas e vinda no namoro. Recentemente, a jovem iniciou um novo relacionamento, mas Douglas não aceitava essa situação. Informações apontam também que a Renildes aconselhava a sobrinha a se afastar do suspeito, o que teria desagradado o rapaz.
 

A delegada Alice Batello ressaltou o perfil obsessivo de Douglas, que fazia constantes ameaças a vítima. O suspeito chegou a enviar para a ex-namorada uma foto portando duas armas de fogo, a fim de amedrontá-la. Batello também contou que o rapaz teria, inclusive, contado para a família que ‘voltaria para terminar o serviço’, visto que a jovem continua internada no hospital.

 

 

Fuga
 

Durante a fuga, Douglas ainda parou um carro e, com o auxílio de uma arma de fogo, ordenou o percurso pretendido ao motorista do veículo. No caminho, ele revelou ao condutor o que havia acontecido e contou ainda que pretendia procurar o pastor da igreja que frequentava a fim de pedir uma benção, já que estava arrependido do acontecido.
 

Antes de sair do carro, o suspeito ainda ordenou que o dono do veículo entregasse 50 reais em dinheiro e o celular. Depois de se confessar com o pastor, Douglas foi para a casa do irmão. Três dias depois do crime, o suspeito se apresentou à Polícia alegando legítima defesa. Na ocasião, o ele foi ouvido e liberado, já que não estava mais em estado de flagrante delito.

 

Créditos: Divulgação PCMG

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