sexta-feira, 23 de Setembro de 2016 15:59h PCMG

Suspeito é indiciado por matar mulher e jogar corpo dentro de fossa em Sabará

Após queixa de desaparecimento, registrada pela irmã da vítima, a Polícia Civil desvendou o homicídio de Elisângela Pereira Cancio, de 34 anos. A mulher foi morta pelo ex-marido, Maximiniano de Souza Franco, também de 34, no dia 27 de novembro de 2015, e teve seu corpo jogado em uma fossa no quintal da casa do suspeito. O crime ocorreu no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

O corpo da vítima foi localizado no dia 04 de dezembro, durante diligência policial à casa do suspeito. Conforme laudo pericial, foram constadas quatro lesões na coluna cervical de Elisângela, provocadas por um objeto cortante, além de ferimentos de defesa nos braços.

Testemunhas relatam que o casal foi visto pela última vez, no dia 27 de novembro, em um bar, próximo ao local do crime. Os dois teriam iniciado uma discussão, ainda no estabelecimento comercial, que se estendeu até a casa do suspeito.

 

Motivações

 

Conforme relatos de testemunhas, as brigas entre o casal tornaram-se comuns, visto que eles estavam em processo de separação. A vítima teria decidido por um fim na união depois de descobrir uma traição do marido. Ainda de acordo com levantamentos, o suspeito tinha um perfil dominador e, mesmo após a separação, tentava interferir nos hábitos e estilo de vida da mulher.

 

Investigações apontam ainda que Maximiniano havia contraído uma dívida com  Elisângela, para execução de uma obra no terreno da família, e estava sendo insistentemente cobrado pela ex-mulher. Para a polícia, todos esses fatores podem ter motivado Maximiniano a cometer o crime.

 

Elisângela era mãe de cinco filhos, sendo dois deles com o indiciado. Maximiniano já tinha antecedentes criminais por lesão corporal e ameaça, além de ter ficado preso por dois anos, pelo crime de roubo.  

 

Desvendando o crime

No dia 04 de novembro do ano passado, policiais civis foram à casa do suspeito a fim de levantar mais informações sobre o desaparecimento de Elisângela. “Comparecemos à casa de Maximiniano, porém, ele ao identificar o veículo caracterizado da Polícia Civil e perceber a presença da equipe policial, empreendeu fuga pelo interior do quintal de sua residência. A equipe perseguiu o suspeito que atravessou vários terrenos vizinhos e embreou-se no matagal, não sendo possível localizá-lo”, contou o delegado responsável pela condução do inquérito policial, César Matoso.

Com consentimento da mãe do suspeito, a equipe entrou na casa para averiguação, onde observou, no quintal, a recente remoção de terra em determinado ponto. Nesse local, a polícia localizou o corpo da mulher, já em decomposição.

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