quinta-feira, 2 de Abril de 2015 11:21h Atualizado em 2 de Abril de 2015 às 11:25h. Lorena Silva

Taxa de homicídios registrados em Divinópolis aumenta 328% em nove anos

Dado foi revelado em estudo que traçou o perfil da mortalidade por causas externas

Em nove anos, a taxa de mortes por homicídios em Divinópolis aumentou 328%. Em 2003, foram registrados 94 óbitos por essa razão – número que subiu para 140, em 2012. É o que revelam dados que foram divulgados recentemente pelo Núcleo de Estudos Epidemiológicos (Neepi), em um estudo epidemiológico que traçou o perfil da mortalidade por causas externas no município.
De acordo com o Núcleo, que é ligado à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), são consideradas mortes por causas externas os homicídios, acidentes de trânsito, suicídios e afogamentos. A publicação foi fruto de um trabalho que durou oito meses e teve como ponto de partida a análise do banco de dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O período analisado foi de 2003 a 2012.
O método utilizado pelo estudo foi verificar o percentual de óbitos de acordo com cada tipo de causa externa.  Nesta análise, o Neepi apontou que as mortes causadas por homicídios aparecem em primeiro lugar com 30,7% dos registros. Em seguida, vem os acidentes de trânsito com 27,1%. Já os suicídios representam 12,9% das causas das mortes externas.

 

APONTAMENTOS
Segundo o estudo, há uma predominância da mortalidade para o sexo masculino, sendo o risco de morte por causas violentas e acidentais cerca de cinco vezes maior quando se compara homens e mulheres. No caso dos homicídios, por exemplo, o risco de morte entre os homens é 21,6 vezes maior em comparação às mulheres. O público mais susceptível às mortes violentas, segundo o estudo, está na faixa de idade entre os 20 e 49 anos representando, portanto, 64,3% do total.
“Os dados são preocupantes e revelam, sobretudo, que Divinópolis [no período analisado] viveu uma onda de mortes por causas externas. Nelas se destacam os homicídios e acidentes de trânsito que acometem, na sua maioria, a população economicamente ativa”, explica o coordenador do estudo, o epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana Filho.

 

OBJETIVO
O objetivo do estudo foi fornecer informações que contribuam para a análise e tomadas de decisões em torno da questão das mortes por causas externas. “O Neepi é um grupo de estudo que se reúne de forma regular e é formado por técnicos que tem, por objetivo, debater e analisar temas que impactam na saúde pública. Neste contexto, o estudo promovido em torno dos homicídios, acidentes de trânsito e suicídios é revelador e deverá ser considerado por várias autoridades municipais nas suas tomadas de decisão”, pontua o secretário municipal de Saúde, David Maia.
Aproximadamente mil informes contendo as informações recolhidas pelo Neepi sobre a causa de mortes externas foram confeccionados e serão distribuídos. A intenção é fazer com que os dados cheguem aos órgãos estratégicos, como polícias, Corpo de Bombeiros, Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp) e outras entidades ligadas à segurança pública e à saúde.

 

Crédito: Comunicação / PMD

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