quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015 09:17h Atualizado em 2 de Dezembro de 2015 às 09:25h.

Tio e sobrinho são presos por morte de funcionário público de Divinópolis

O crime ocorreu em 2013 e a vítima foi amarrada, amordaçada e jogada viva dentro do Rio Pará, em Conceição do Pará. Um terceiro suspeito está foragido

O Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte e a Delegacia Regional de Divinópolis elucidaram o homicídio de Gilberto Castanheira Mendonça, morto aos 36 anos, em dezembro de 2013, em Divinópolis.
De acordo com a Polícia Civil, Jadson Pinto Alves, de 26 anos, foi preso em Divinópolis, no dia 18 de novembro deste ano, pela equipe da Delegacia Especializada em Homicídios. Já o tio dele, Vanilson Carlos Alves, de 38, teve o mandado de prisão cumprido nesta segunda-feira, em um hospital da capital, onde estava internado, após ser atingido na cabeça por quatro disparos de arma de fogo.  Um terceiro envolvido no crime, Marcos Vinicius Alves, de 21 anos, irmão de Jadson, continua foragido.
Segundo o delegado Felipe Forjaz, após o crime, o trio viajou para Belo Horizonte e se hospedou em uma pensão administrada por José Carlos Souza Correia. Com ele, a polícia localizou o cartão bancário de Gilberto, o qual estava sendo utilizado em diversos estabelecimentos da capital. Foi por meio dele que a polícia chegou aos envolvidos no homicídio de Gilberto. José Carlos está preso temporariamente e irá responder pelo crime de estelionato.
O delegado Marco Antônio Noronha, da Delegacia Regional de Divinópolis, ressalta a comoção gerada na cidade, em virtude da morte de Gilberto e a complexidade do trabalho técnico-investigativo, exitoso, sobretudo pela união das unidades da Polícia Civil em Belo Horizonte e Divinópolis.

 

Dinâmica do crime
Na noite do dia 26 de dezembro, Gilberto, que estava parado próximo de casa, foi abordado pelos três suspeitos e obrigado a entrar no próprio carro, conduzido então pelos suspeitos. A vítima foi forçada a fornecer o cartão bancário e a senha aos criminosos. Durante o percurso, o trio utilizou o cartão de Gilberto para realizar compras em diversos estabelecimentos, sobretudo de combustível e bebidas alcoólicas.
Enquanto a vítima estava amarrada no porta-malas do carro, os três envolvidos no crime foram ainda à casa de um inimigo e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra o muro da residência do rival. Durante a madrugada, os investigados decidiram, então, matar a vítima. A polícia considera a possibilidade de o funcionário público ainda ter sido jogado vivo no Rio Pará, após ter as mãos e pés amarrados e a boca amordaçada. O carro de Gilberto foi abandonado e queimado pelos suspeitos no bairro João Paulo II, em Divinópolis, e o corpo foi encontrado três dias depois, em avançado estado de decomposição, às margens do Rio Pará, em Conceição do Pará.

Os três suspeitos possuem vasto histórico criminal, incluindo estupro, tráfico de drogas, lesão corporal e roubo. Em virtude da morte de Gilberto, eles irão responder por extorsão com privação da liberdade (sequestro relâmpago) e morte da vítima.
 

Retrato falado              
Uma das etapas no processo de investigação consistiu na elaboração do retrato falado de José Carlos Souza Correia, fundamental na identificação e prisão dos três envolvidos no homicídio de Gilberto. O trabalho, realizado pelo investigador da Delegacia Especializada em Homicídios Noroeste de Belo Horizonte, Alexandre Dietz, foi elaborado com a colaboração de uma testemunha, que descreveu as características físicas do suspeito.
Com 23 anos de polícia, o investigador é responsável por cerca de mil retratos falados. “O trabalho realizado pelo investigador Dietz tem se mostrado fundamental na qualificação e captura de diversos autores de crimes. Entre os retratos falados elaborados pelo policial, está o de Marcos Antunes Trigueiro, de 32 anos, conhecido como "maníaco de Contagem", acusado pelo assassinato de cinco mulheres entre 2009 e 2010”, destaca o chefe da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida, Luiz Flávio Cortat.

 

Créditos: Divulgação PC

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