quinta-feira, 25 de Junho de 2015 12:05h Atualizado em 25 de Junho de 2015 às 12:11h. Carina Lelles

Trio é preso suspeito de estelionato em Itaúna

Idosa de Divinópolis foi uma das vítimas dos bandidos que aplicavam o golpe do “bilhete premiado”

O velho golpe do “bilhete premiado” fez mais uma vítima em Divinópolis. Mas dessa vez, os estelionatários se deram mal e foram presos em um hotel, a cerca de 200 metros da Delegacia de Itaúna.
De acordo com a Polícia Civil de Itaúna, Lídia Aparecida de Almeida, de 47 anos, e Francisco Rafael Feitosa, de 28 anos, naturais do Paraná e Eduardo Ramos Gomes, que não teve a idade revelada, natural de São Paulo, estavam praticando o crime de estelionato em várias cidades da região Centro-Oeste.
Segundo o delegado que coordenou a prisão dos suspeitos, Weslley Amaral de Castro, com as investigações foi possível descobrir que desde a última quinta-feira (18) os suspeitos vinham extorquindo uma idosa, de 70 anos, moradora de Divinópolis. Eles a fizeram entregar, através do golpe, cerca de R$ 140 mil.
Na tarde desta terça-feira (23), logo após efetuarem saque, o trio fugiu para Itaúna, onde foi preso em flagrante pela Polícia Civil, com o apoio do delegado Diego Almeida. Os policiais recuperaram quase R$ 32 mil em dinheiro, além de um veículo carro, um cordão e três pulseiras de ouro, e outros objetos.
Ainda de acordo com o delegado, foi possível evitar que o trio efetuasse novo saque que ocorreria ontem, no valor de R$ 70 mil sendo que este, inclusive, já havia sido agendado o saque na agência.
Golpe
De acordo com Weslley, o golpe era aplicado da seguinte forma: Lídia era responsável por “captar” a vítima, argumentando ser analfabeta e ter o interesse de vender o bilhete. Nesse instante, Francisco se oferecia para ajudar a vítima a conferir a autenticidade do bilhete e dava credibilidade à vítima, dizendo que entraria como seu “sócio” na compra do bilhete. Eduardo é apontado como o mentor intelectual do crime e ficava responsável por dirigir o veículo e pela movimentação financeira.
Segundo Weslley, as investigações prosseguem e agora, em razão dos elementos coligidos, buscam encontrar onde o restante do dinheiro foi ocultado, podendo inclusive, além dos crimes de associação criminosa e estelionato, os suspeitos responderem pelo crime de lavagem de capitais, em razão da ocultação do dinheiro e possível utilização de “laranjas”.

 

Crédito: Divulgação PC

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