sexta-feira, 2 de Setembro de 2011 10:45h Natalia Santos

Um século salvando vidas

Bombeiros de Minas Gerais comemoram 100 anos da instituição

Há 100 anos os Bombeiros Militares de Minas Gerais se dedicam ao salvamento de vidas. Uma missão comemorada a cada ocorrência pela corporação que festejou o centenário esta semana. São diversas atividades exercidas por estes trabalhadores que para muita gente podem ser chamados de heróis.

 

A história dessa Corporação se confunde com a história da capital mineira, Belo Horizonte. Quando essa cidade foi inaugurada, apesar de ter sido planejada, não contava em sua estrutura governamental com um Corpo de Bombeiros. Esse esquecimento se faria sentir em menos de um ano de existência da nova capital, quando da ocasião do primeiro incêndio no quartel da Força Pública, na Praça Floriano Peixoto, em 1898. À época, o único recurso de combate a incêndios que a cidade dispunha, eram duas bombas manuais situadas na Praça da Liberdade. Elas foram empregadas. A população se aglomerou convocada pelos sinos, mas os prejuízos não se fizeram menores

 

Entre as principais atividades realizadas por eles estão: a prevenção e combate a incêndios, resgate aos acidentados nas estradas, ou vítimas de soterramentos, desabamentos e inundações. Um trabalho sem hora para começar ou acabar e que envolve doação. A frota nova, reaparelhada em 2004 com a utilização da taxa de incêndio, é essencial na missão de salvar vidas. Uma obrigação para a corporação realizar bem o trabalho.

 

A recompensa está na gratidão de pessoas como Rômulo Gomes de Araújo, pai do pequeno J.G.Q. de um mês (na época), que estava com o garotinho no colo quando ele começou a regurgitar e não apresentar reações. Ele e sua esposa entraram em contato com o 10º Batalhão de Bombeiros Militar, onde foram atendidos por um soldado, que recebeu a notícia de que a criança estava engasgada, não chorava, não tossia e apresentava falta de respiração. O bombeiro rapidamente iniciou as orientações, pelo telefone, para realização das manobras de desobstrução respiratória, visando agilizar o atendimento. O pai conta que Aniele, mãe da criança, ao telefone com o bombeiro passou todas as instruções as quais ele foi realizando.

 

Para Rômulo, a ajuda dos Bombeiros foi crucial para o sucesso do salvamento do filho. “Não dá para mensurar o tempo que foi gasto para salvar meu filho. Foi uma benção quando ele começou a chorar. Queria dizer a todos que tenham esta mesma calma e a ideia de pedir ajuda aos Bombeiros isto facilita e ajuda no salvamento”, alegrou-se.

 

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