quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 16:06h Gazeta do Oeste

Vagas de motos estão nas mãos de flanelinhas ilegais

A multiplicação da frota de motos pelas ruas de Belo Horizonte, onde mais de 180 mil desses veículos trafegam diariamente, somada à dificuldade de controlar a ação de guardadores ilegais de veículos, criou uma nova ocupação na cidade: os flanelinhas de motocicletas. Atuando livremente em quarteirões do hipercentro, os irregulares se misturam aos trabalhadores que têm a licença de lavadores e guardadores de veículos expedida pelo município e pelo Ministério do Trabalho. E se apropriam do espaço público sem permissão nenhuma. “Donos” dos pontos, arrastam as motos de um lugar para outro e, sem fiscalização, até criaram um “jeitinho” de lucrar mais. Em várias quadras, algumas a poucos metros da sede da Prefeiturade BH, as motos são estacionadas em filas duplas. Nesse caso, tanto os guardadores irregulares quanto os ilegais admitem: sabem que estão infringindo a lei. “Fazemos isso porque faltam vagas no Centro e essa é uma forma de ganhar um pouco mais”, diz um deles.

A atuação dos flanelinhas de moto foi conferida pela reportagem do Estado de Minas em quatro pontos da região central: em dois trechos da Rua Goitacazes, na Rua Tamoios e na Avenida Amazonas. Em três deles, o estacionamento ocorria de forma irregular, em fila dupla. Além de infração, a prática configura uma forma de os donos da rua obrigarem os motociclistas a aceitar seus serviços. Com os veículos parados em filas paralelas, uns fecham a saída de outros. Sem os guardadores para “ajudar” a sair das vagas e da dificuldade que eles mesmos criam, é impossível usar o espaço.

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