"6 anos construindo um partido e traído pelo novo da velha política", revela Print Jr sobre sua saída do Solidariedade.

Para o pleito deste ano, o Solidariedade deverá concorrer apenas na chapa majoritária: Laiz Soares, ex-assessora da Deputada Federal Tábata Amaral (PDT - SP), que há 13 anos reside fora do município.


A poucos meses das eleições municipais, a política de Divinópolis foi surpreendida por uma decisão unilateral do partido Solidariedade. A sigla, que foi fundada em Divinópolis pelo vereador Eduardo Print Júnior, vinha se fortalecendo cada vez mais no cenário regional, com grande registro de filiações e prometia um número recorde de vereadores atuais como pré candidatos em Divinópolis para pleito 2020.

Contudo, na tarde da última segunda-feira (09), Print Júnior, até então presidente do partido na cidade, se desligou do partido por, segundo o edil, não concordar com uma imposição arbitrária do  líder  nacional da sigla. Para o pleito deste ano, o Solidariedade deverá concorrer apenas na chapa majoritária: Laiz Soares, ex-assessora da Deputada Federal Tábata Amaral (PDT - SP), que há 13 anos reside fora do município.

A notícia pegou todos de surpresa, e estremeceu o cenário político de Divinópolis. Em entrevista exclusiva ao Portal G37, Eduardo Print Júnior revelou os motivos que o fizeram sair e como ele enxerga o futuro dele e do seu antigo partido na cidade. Confira.

 

G37 - Vereador, como foi comunicada a sua saída?

 Essa discussão sobre a saída do Solidariedade vem sendo feita desde a última segunda feira, nos bastidores, inclusive em conversa feita pessoalmente com o Zé Silva (Deputado Federal), a quem eu sou muito grato por todo o apoio que me deu desde o início e tem um comprometimento enorme com Minas Gerais e Divinópolis, destinando emendas sempre que possível. Mas era algo que eu já previa que poderia acontecer, depois que fui visitado pela Laiz em meu gabinete,  mas não esperava e não queria que tivesse sido da forma como ocorreu, uma vez que o Paulinho da Força (Líder nacional do Solidariedade) sequer teve a hombridade de entrar em contato direto comigo, comunicando a decisão dele através de terceiros. Isso não se faz, não é atitude honrosa com quem ajudou na criação do partido em mais de 50 cidades em Minas. Isso mostra total desrespeito com seus fundadores.

 

A grande pergunta depois de sua saída é: vai pra qual partido?

Estou avaliando a melhor possibilidade. Já tive cinco convites em apenas um dia, de pessoas importantes do mundo político que conhecem a minha maneira correta de trabalhar, que valorizam o que eu fiz enquanto vereador. Em poucos dias já terei tomado a decisão.

 

Há rumores de que você poderá ser candidato a vice-prefeito. Procede?

Agora começam a pipocar várias informações desencontradas sobre o futuro político, e não vou alimentar especulações.
Sou pré-candidato a vereador e agora preciso definir em relação ao partido que farei parte daqui pra frente. Deixo claro que aquele que abrir as portas para o projeto que tenho e deixe eu continuar  meu trabalho que rendeu, em dois mandatos, mais de R$6 milhões em emendas, terei o prazer de me filiar e implantar meu sonho.

 

O Solidariedade deve lançar Laiz Soares como candidata a Prefeita. Isso pesou na sua saída?

Primeiramente, entendo que minha posição como presidente local do partido não foi respeitada. Fui responsável direto pelo crescimento do Solidariedade em Divinópolis nos últimos seis anos e jogaram todo o projeto no lixo. Esse é o ponto principal.  Não tenho nada contra a pessoa da Laiz, acho válido que ela busque sua candidatura, é um direito dela. Mas não posso ficar num partido onde não concordo com algumas decisões tomadas de forma repentina, sem estudo em conjunto com quem já estava familiarizado com um projeto pré definido.

 

Ser líder do executivo atual foi um fator determinante?

O fato de eu ser líder do atual governo não influenciou na minha decisão. O que eu vi foi uma falta de respeito com minha pessoa e minha carreira política, onde consegui dar uma notoriedade que o partido nunca teve na cidade e na região. De repente,  resolveram me pressionar a lançar minha candidatura a prefeito ou apoiar a Laiz como prefeita, simplesmente jogando todo um trabalho de 6 anos que construí a frente do partido no lixo.

© 2009-2020. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.