terça-feira, 28 de Maio de 2013 10:06h Divulgação

A candidatura de Alberto Pinto Coelho ao governo de Minas

Uma boa surpresa na pesquisa eleitoral do Instituto MDA, publicada pelo Hoje em Dia na semana passada, foram os 5% de intenção de votos no vice-governador Alberto Pinto Coelho, um político de ampla experiência.

Uma boa surpresa na pesquisa eleitoral do Instituto MDA, publicada pelo Hoje em Dia na semana passada, foram os 5% de intenção de votos no vice-governador Alberto Pinto Coelho, um político de ampla experiência. Foi deputado estadual durante 16 anos, dos quais quatro como presidente da Assembleia Legislativa. Em 2010, como principal dirigente do PP mineiro, foi convidado para compor a chapa com o governador Antonio Anastasia, que foi reeleito em primeiro turno com 62,7% dos votos.

Na pesquisa, o vice-governador ficou à frente de quatro possíveis candidatos do PSDB, mas atrás de Fernando Pimentel, do PT, e de Clésio Andrade, do PMDB, os mais bem posicionados.
Muita coisa pode mudar até as eleições de 2014, mas o momento é de reflexão para o provável candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, que ainda não manifestou preferência por nenhum nome para o governo de Minas.

Há grande interesse a esse respeito, pois Aécio acertou em cheio, ao lançar na política dois técnicos sem experiência nas urnas: o atual governador de Minas, Antonio Anastasia, e o prefeito da capital, Marcio Lacerda. Será que ele repetiria a experiência? Os que imaginam que sim esquecem que o grande sucesso daquelas empreitadas se deveu, em boa parte, às coligações que Aécio compôs para apoiar os candidatos.

O PP fez parte da coligação que elegeu Aécio Neves governador, em 2002, e o reelegeu quatro aos depois. Do mesmo modo, fez parte da coligação vitoriosa em 2008 e 2012, nas eleições para prefeito de Belo Horizonte. Em nível nacional, o PP integra a base aliada do governo Dilma Rousseff. Seria uma jogada de mestre, se Aécio escolhesse o atual vice-governador e presidente regional do PP como seu candidato em Minas.

A história do PP, que soube se adaptar às conjunturas políticas nacionais e regionais, a ponto de chegar à posição que conquistou de terceiro maior entre os 30 partidos brasileiros, leva a crer que não haveria problemas nessa nova aliança com o candidato do PSDB, se Aécio demonstrar nos próximos meses efetivas condições de vencer as eleições numa disputa com Dilma Rousseff.
Como dizia Magalhães Pinto, política é como nuvem, a cada momento está de uma forma. Mas, para Alberto Pinto Coelho, um administrador de empresas que ingressou na política pelas mãos de José Aparecido Oliveira, quando este era secretário de Cultura no governo Tancredo Neves, a forma atual da nuvem é bastante promissora.

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