quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015 09:15h Atualizado em 21 de Janeiro de 2015 às 09:17h. Mariana Gonçalves

“Acredito em um 2015 com menores dificuldades, mas crescimento só a partir de 2016”, afirma o presidente da Fiemg Centro-Oeste

As projeções feitas por especialistas para o setor econômico do Brasil durante esse ano não estão animadoras

Ao que tudo indica, o país não terá um grande crescimento econômico e o arrocho sentido na pele por vários brasileiros em 2014 parece não ter chegado ao fim. A equipe de reportagem conversou com o presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Afonso Gonzaga, sobre como estão as perspectivas para o mercado industrial dentro do que vem sendo projetado para a economia nacional.
Para Gonzaga, a recente mudança nos governos trouxe uma esperança de melhoria, no entanto, o crescimento do país por meio da economia é visto apenas para os próximos anos. “Continuo acreditando na concepção de uma nova estrutura governamental, em uma nova postura dos nossos ministros e do próprio empresário quem vem lutando com unhas e dentes para a sua sobrevivência. Acredito ainda que teremos um 2015 com menores dificuldades, mas crescimento só a partir de 2016”, afirma.
Segundo o presidente da Fiemg, a indústria vai continuar a ser o segmento que provoca o crescimento tanto do serviço quanto do comércio, mesmo com o fato de que agora ela contribui em menor porcentagem para o PIB do Brasil. “A indústria significava, há pouco mais de três anos atrás, 32% do PIB nacional, hoje ela representa apenas 11,4%”, acrescenta.
Ainda de acordo com o presidente da federação das indústrias, se os donos de grandes empresas tiverem todo o aporte necessário para aproveitar o espaço no mercado internacional, há grandes possibilidades de melhora da nossa economia. Principalmente levando em consideração o fato de que as pequenas e médias empresas terão mais visibilidade no mercado brasileiro.
“De certa forma o crescimento do Brasil deve ser visto partindo pela indústria, então, quando fala-se de buscar ações de melhoria do câmbio, de buscar uma melhoria nos valores de investimento via BNDS, visando que as grandes empresas busquem com mais rapidez o mercado internacional, isso já é um recado que se as grandes empresas focarem mais o mercado internacional, sobra para a empresa de pequeno e médio porte o mercado brasileiro. Nos só vamos melhorar se a indústria tiver carteira de pedidos”, avalia Gonzaga.

 

PRIMEIRO MUNDO
Gonzaga falou também sobre o constante crescimento dos Estados Unidos e o que isso implica na melhoria de tantos outros países, incluindo o Brasil. “Quando você fala que o país projeta um crescimento de 1,5% isso é muito pouco, mas temos que entender a conjuntura nacional e internacional. Por exemplo, os Estados Unidos vêm numa evolução de melhoria econômica muito grande e eu enxergo que ele é a alavanca de desenvolvimento para o resto do mundo, então com essa melhora entendo que o Brasil também deva melhorar. Isso é lento, mas deve acontecer”, conclui o presidente da regional da Fiemg.

 

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