quarta-feira, 25 de Setembro de 2013 06:09h Carla Mariela

ALMG sediou a Etapa Estadual do Fórum Técnico de Mobilidade Urbana

Deputada estadual afirma que o debate deste tema surgiu a partir das manifestações no Brasil

A mobilidade urbana foi tema discutido recentemente na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em parceria com instituições da sociedade civil organizada. O evento ocorreu no plenário e foi voltado especialmente para cidades com mais de 20 mil habitantes, que devem elaborar planos de mobilidade urbana até 2015, com base na lei federal 12.587, de 2012. A deputada estadual, Luzia Ferreira (PPS), participou do evento e disse que o Fórum ocorreu com o objetivo de ouvir a população sobre os desafios relacionados à mobilidade urbana nos municípios.

 


Segundo a deputada, a participação social no encontro, se fez fundamental para estabelecer políticas públicas que atendam às necessidades da população. Para, Luzia Ferreira, a mobilidade urbana é um problema das médias e grandes cidades, especificamente, nas regiões metropolitanas. Conforme a parlamentar, este debate, surgiu das manifestações, que iniciou em São Paulo. Ferreira informou que os protestantes foram para as ruas no mês de junho e julho, questionando o preço do transporte coletivo, tanto no que diz respeito ao aumento da tarifa, quanto o aumento de qualidade. A deputada afirma que se o transporte fosse realmente de qualidade, as pessoas talvez não se importassem com o pagamento de 20 centavos a mais. Esta foi a pauta colocada em discussão.

 


A parlamentar ainda acrescentou que mobilidade urbana é um assunto que antes não era tão discutido, assim como a área de saúde, de educação, e segurança pública. Para ela, o Fórum foi importante porque colocou o transporte coletivo da mobilidade urbana como uma pauta central das políticas públicas, dos orçamentos, do esforço para buscar as soluções, pelo fato da mobilidade urbana atingir a vida de milhares de pessoas diariamente. “Não é uma vez ou outra. É diariamente que as pessoas tem que se deslocar de um lugar para o outro. Antes as pessoas compravam carro porque queria chegar mais rápido em determinado local, queriam mais conforto, queriam diminuir o tempo até para sobrar mais para o convívio com a família, as pessoas queriam também fugir do estresse de ficar duas, três horas, dentro de um ônibus como nas grandes cidades. Mas, isso também não resolveu, pois houve o aumento de carros, as ruas ficaram congestionadas. Além disso, quem optou pelo carro, fica parado no trânsito por duas até três horas. Aquilo que o cidadão queria de conforto e de rapidez; ele não tem”, destacou.

 


Entretanto, a deputada enfatizou que quanto à mobilidade urbana só se resolve com investimento de curto, médio, longo prazo. Para ela, é necessário que esse assunto entre definitivamente para a agenda de planejamento e de execução; e de todos os governos, seja municipal, estadual e federal.


Ainda sobre o Fórum:
Lançado oficialmente em 20 de fevereiro deste ano, o fórum está sendo marcado por diversas etapas: ciclo de debates, encontros preparatórios e consulta pública. Cada etapa cumpre os objetivos definidos pelos participantes: a “Consulta Pública” proporcionou contribuições online sobre os temas do fórum. O Ciclo de Debates, por meio de palestras, explicou os conceitos de mobilidade urbana e de cidades inteligentes, para nivelar o conteúdo entre os participantes.


Sociedade Civil:
A participação da sociedade civil organizada foi marcante, pois 95 entidades parceiras ajudaram a construir o evento, como fundações, prefeituras, secretarias, associações, sindicatos, autarquias, faculdades, institutos e movimentos de todo o Estado.


Participantes do Fórum:
Dentre os convidados, estavam: especialistas de Belo Horizonte, Maringá (PR), Goiânia (GO), Rio de Janeiro e São Paulo, o diretor técnico de Mobilidade Sustentável para a América Latina do Institute for Transportation and Development Policy, Ulisses Navarro, dentre outros.

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