segunda-feira, 8 de Abril de 2013 10:15h Atualizado em 8 de Abril de 2013 às 10:30h.

Antonio Anastasia define metas e prioridades de cada secretaria de Estado em 2013

Acordo de Resultados foi assinado durante reunião com secretariado e definiu áreas de trabalho estratégicas para melhorar a qualidade de vida dos mineiros

Minas Gerais está em posição de destaque em muitas áreas, como na educação e na saúde, mas precisa avançar ainda mais. Para tanto, foi assinado na última quinta-feira (04), no Palácio Tiradentes, o Acordo de Resultados 2013, compromisso de cada secretaria com os objetivos e metas do Governo de Minas, para este ano, em suas respectivas áreas. A proposta é garantir que as estratégicos traçadas pela administração pública para a melhoria da vida do cidadão sejam, de fato, alcançados.
Para este ano, por exemplo, o desafio é reduzir de 9,42% para 7,54% a proporção de pobres na área rural, aumentar para 13,7% a participação mineira no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, alcançar o percentual de 98,24% de domicílios com acesso à rede de água ou reduzir para 13,9% a taxa de desocupação do jovem.
Ao presidir a reunião com todo o secretariado, o governador Antonio Anastasia ressaltou o esforço do Governo de Minas, com base em planejamento, para que o Estado consiga se desenvolver como um todo e melhorar os indicadores.
“Nenhum outro estado da federação tem isso que nós apresentamos aqui. Um acompanhamento detalhado, comparativo, extremamente minucioso das políticas públicas. O que temos agora a determinar é a perseguição sem tréguas a essas metas de maneira bem objetiva, com base no planejamento que foi muito bem feito ao longo desses anos e que nos permite identificar as carências maiores. Temos que nos desdobrar para que os resultados sejam alcançados”, disse Antonio Anastasia.
O governador de Minas destacou que o Acordo de Resultados foi instituído em 2003 e, desde então, vem estimulando metas mais desafiadoras e ousadas, o que tem colocado Minas em lugar de destaque no cenário nacional e internacional, sendo reconhecida por organismos estrangeiros como modelo de administração pública. A grande missão é tornar Minas o melhor Estado para se viver. Para isso, é preciso, cada vez mais, prestar serviços de qualidade em consonância com os desejos e necessidades do cidadão, o que é previsto na pactuação de metas.

 

Desafios


A secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, salientou que a pactuação das metas leva em consideração alguns cenários e conjunturas econômicas. “Toda vez que pactuamos uma meta ela tem que ter um desafio, porque senão não vamos pactuar. Por outro lado, ela tem que ser alcançável, porque senão desmotiva as pessoas. Elas têm que saber que todo desafio é possível de ser alcançado. Não posso pactuar uma meta que seria talvez o sonho para Minas Gerais, mas impossível de ser alcançável em curto prazo”, disse a secretária.
Renata Vilhena lembra que, em uma segunda etapa, o Acordo de Resultados prevê metas estipuladas para cada servidor em consonância com os ‘indicadores finalísticos’, atrelados ao Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que contempla objetivos de longo prazo, para os anos de 2015, 2023 e 2030.
O diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, ressalta que uma das estratégias é comparar o desempenho de Minas com outros estados. “O nosso comparativo é sempre com quem está melhor entre os estados brasileiros. Em alguns dos indicadores, na educação, por exemplo, somos claramente melhores. Em outros, estamos em uma posição próxima dos principais, como é o caso da saúde. Outros, como a segurança, somos muito bons, somos o quarto melhor, mas sabemos que devemos melhorar, pois são indicadores que refletem diretamente na percepção do cidadão. Então o esforço claro é que nessas áreas que a sensação subjetiva do cidadão é mais sensível atuemos de forma mais incisiva”, completou.
 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.