quarta-feira, 21 de Agosto de 2013 05:46h Carla Mariela

Antônio Olímpio de Moraes será homenageado com memorial

O projeto de lei de número 30/2013 que visa à criação do memorial do legislativo Coronel Antônio Olímpio de Moraes no município de Divinópolis foi apresentado e aprovado durante a reunião Ordinária de ontem. A proposta é de autoria do vereador Eduardo Pri

O projeto de lei de número 30/2013 que visa à criação do memorial do legislativo Coronel Antônio Olímpio de Moraes no município de Divinópolis foi apresentado e aprovado durante a reunião Ordinária de ontem. A proposta é de autoria do vereador Eduardo Print Júnior (PDT).
O objetivo principal do projeto é reunir, gerenciar e divulgar os fatos da trajetória do legislativo. Os registros históricos da câmara municipal deverão ser divulgados por meio de ações junto à comunidade, que evidenciem sua importância no contexto histórico do município. O Poder Legislativo poderá formar convênios ou parcerias com órgãos públicos e privados com objetivo de dotar o memorial de condições técnicas adequadas para o seu bom funcionamento e divulgação.


De acordo com Eduardo Print Júnior (PDT) este memorial vai mostrar a importância que Antônio Olímpio de Morais tem para a cidade de Divinópolis e relembrar histórias de pessoas que foram importantes como Olímpio de Morais. O parlamentar ainda disse que recebeu uma mini caderneta com o nome de várias pessoas que fizeram parte da história de Divinópolis junto com a data de nascimento. Ele citou como exemplo de nome que estava inserido nesta caderneta, o nome do avô do prefeito Vladimir Azevedo (PSDB).


O vereador ainda frisou que o intuito da lei é incentivar alunos a conhecerem a história do município assim como conhecerem homens e mulheres que deixaram um legado como, por exemplo, Antônio Olímpio de Morais, que projetou Divinópolis e deu o nome à cidade do interior que tem porte de capital este memorial terá o seu nome devido os serviços relevantes e marcantes para a cidade. “Coronel Antônio Olímpio deu os primeiros passos para emancipar o Arraial do Divino Espírito Santo e foi o primeiro presidente da câmara municipal. Como não existia prefeito, ele era administrador de quase 18 mil habitantes da já emancipada Vila de Henrique Galvão. Empreendedor, um homem visionário. Mesmo antes de a cidade ser traçada, ele já imaginava como seria: ruas largas, traços de modernidade. Até hoje, em dia de pouco movimento, é fácil visualizar o quanto Divinópolis foi bem planejada”, destacou.


Para a operacionalização do memorial deverão ser realizadas ações para: implantar equipamentos aptos a gerenciar o conjunto de documentos históricos do Poder Legislativo, arquivar e preservar os documentos integrantes do memorial, disponibilizar à população a visitação em horário de expediente com acesso supervisionado ao acervo, disponibilizar ao público em geral, estudantes e pesquisadores, as informações organizadas nos diversos conjuntos documentais do Memorial com a devida orientação aos consulentes.
Deverão integrar o memorial os seguintes registros: atas; vídeos, institucionais ou não, relacionados com o legislativo; fotografias; matérias advindas de jornais, revistas ou de qualquer outra mídia que se destine a taxação pelo setor de imprensa; equipamentos que tenham sido utilizados a qualquer tempo; mapas; escriturações; livros diversos.
Além de contar com a colaboração da comunidade, o memorial poderá contar com a contribuição de historiadores e pesquisadores locais ou não, ou qualquer pessoa que tenha documentos e deseje, gratuitamente, cedê-los para o acervo municipal.


Como suporte ao memorial, deverá ser destinado um espaço permitindo a exposição de documentos e objetos para que sejam preservados e catalogados como acervo do memorial. As despesas decorrentes da execução deste memorial correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.


O neto de Antônio Olímpio, Paulo Roberto, estava presente no plenário e disse que ficou feliz quando soube deste memorial, uma vez que o vereador quer resgatar muita coisa que ficou perdida na câmara. “Este é um momento em que as pessoas tem guardado em casa, o material não só sobre o começo, mas a sequência da casa legislativa. Conheço pessoas que tem histórias sobre Divinópolis e não tiveram oportunidade ainda de revelá-las. São fotos, documentos, cartas. Para Divinópolis este acervo vai ficar para o resto da vida”, relatou.

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