quarta-feira, 10 de Outubro de 2012 09:27h Gazeta do Oeste

Apurados os votos, reeleição fica em baixa em Minas Gerais

 Menos da metade dos prefeitos que tentaram a reeleição este ano em Minas Gerais conseguiu a aprovação da população para continuar nos próximos quatro anos à frente das prefeituras. Segundo levantamento da Associação Mineira dos Municípios (AMM) – feito com base nos números divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) após a contagem dos votos no primeiro turno –, dos 358 prefeitos que colocaram sua administração para avaliação dos eleitores, 169 foram aprovados nas urnas e continuarão no cargo até 2016. Esse número representa 48% do total de prefeitos que tentaram a reeleição no último domingo e 20% do total no estado – 853.

O número de reeleitos em 2012 foi bem menor do que em 2008, quando 392 continuaram nas prefeituras mineiras. No entanto, o TRE não divulgou o número de candidatos que tentaram a a reeleição no mesmo ano. De acordo com o levantamento, neste an,o em 103 dos municípios em que a reeleição era possível, os atuais gestores preferiram não tentar a continuidade das gestões. A renovação nos municípios mineiros a partir de 2013 será de 80%, com 684 nomes novos assumindo as prefeituras.

Para o presidente da AMM, prefeito de São Gonçalo do Pará, Ângelo Roncalli (PR), os números podem ser avaliados como positivos quando levados em consideração como um exemplo claro de renovação nas cidades mineiras. No entanto, podem criar também um grande desafio para os gestores que chegam pela primeira vez ao Poder Executivo. “Se por um lado essa grande renovação significa novas oportunidades para o surgimento de novos gestores, novas ideias, novas formas de gerenciar as cidades, representa também um risco, sobretudo em termos do cumprimento das obrigações legais, surgidas nos últimos anos, em especial por força da pressão da sociedade e da qualificação das demandas dos cidadão, que exigem cada vez mais serviços de qualidade”, avalia Roncalli.

Entre as recomendações aos novos prefeitos, a associação destaca a importância de mudanças na relação com parlamentares que, segundo a entidade, aproveitam os palanques do período eleitoral para autopromoção do mandato, mas após a eleição acabam esquecendo as promessas feitas durante a campanha e não defendem no Congresso propostas que poderiam beneficiar os municípios. Outro aviso aos novatos nas prefeituras se refere ao cuidado com a prestação de contas dos gastos assumidos durante o período que antecede a eleição. Com a estreia da Lei da Ficha Limpa neste ano, irregularidades com os recursos obtidos para a propaganda eleitoral podem representar pendências e processos na Justiça federal logo no início do mandato.

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