sábado, 29 de Novembro de 2014 04:53h Atualizado em 29 de Novembro de 2014 às 04:56h. Jotha Lee

Arrecadação da Prefeitura fica R$ 79 milhões abaixo da previsão

Município não vê perspectivas de aumento da receita em 2015

As dificuldades de caixa da Prefeitura de Divinópolis para 2015 devem continuar. Essa é a previsão da equipe econômica da administração municipal, diante da queda na arrecadação que vem sendo verificada desde 2012. Com os cofres vazios, o município prioriza alguns investimentos considerados de maior importância, como também mantém a política de salários em dia. Entretanto, fornecedores e prestadores de serviços da Prefeitura já fazem fila para receber atrasados.
Nos dez primeiros meses do ano a arrecadação municipal ficou R$ 79,3 milhões abaixo da previsão. De acordo com relatório publicado na edição de ontem do Diário Oficial dos Municípios, somente no primeiro bimestre a arrecadação superou a meta prevista no orçamento. No período de janeiro a outubro, o orçamento previa uma arrecadação de R$ 480,2 milhões. Entretanto, entraram para os cofres do município somente R$ 400,9 milhões, configurando a queda brutal na receita, que faz aumentar a crise financeira que vive o município.
As perspectivas para 2015 não são boas, conforme disse o secretário municipal de Fazenda, Antônio Castelo, em entrevista à Gazeta do Oeste. A preocupação aumenta mais quando o secretário confirma que a administração mantém a previsão de que a receita continue em queda no ano que vem. “Com certeza, não tenha dúvida. Não vemos perspectivas no sentido de crescimento da arrecadação. Os prefeitos foram a Brasília e não conseguiram nada do governo federal. O prefeito, que tem que administrar o município, está relegado a segundo plano [pelo governo federal]. Infelizmente a gente não consegue ver uma luz no fim do túnel”, afirmou.

 

 

 

 

PRIORIDADES
Com o indicativo de que em 2015 a arrecadação do município continuará em queda, o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), elegeu algumas prioridades para o ano que vem. Além de manter a folha de pagamento em dia, obrigação de qualquer patrão responsável e que age dentro da lei, o prefeito pretende saldar mais 33,33% dos restos a pagar, completando 66,66% dessa dívida quitados. O restante ficará para 2016. Nesses restos a pagar, a maioria é de fornecedores e prestadores de serviços.
Entretanto, o governo municipal quer também manter alguns investimentos, embora não haja dinheiro para isso. As obras estruturais em andamento são aquelas executadas através de convênios e serão mantidas em 2015. O Centro Administrativo, cuja previsão de entrega é para o ano que vem, é a única obra em andamento com recursos exclusivos do município. Já o Hospital Público Regional, que também está previsto para ser entregue no final de 2015, é financiado exclusivamente pelo Estado.
Somente esse ano o município já desembolsou R$ 1,2 milhão na construção do Centro Administrativo e a previsão indica que os gastos com a obra devam atingir a R$ 3,4 milhões até o final de 2014. “Nossa intenção é terminar o Centro Administrativo no ano que vem e sair fora dos aluguéis”, explicou Antônio Castelo. Deixar de pagar aluguel será uma importante economia para a Prefeitura, já que a estimativa de gastos com locação de imóveis é de R$ 3,1 milhões até o final do ano. Desse montante, a Prefeitura desembolsou, até outubro, R$ 2,1 milhões.

 

 

Veja a comparação da previsão de receita e a arrecadação real que entrou para os cofres da Prefeitura nos primeiros cinco bimestres do ano

BIMESTRE PREVISÃO ARRECADAÇÃO DIFERENÇA
1º R$ 94.905.192,80 R$ 101.980.804,68 +R$ 7.075.611,88
2º R$ 107.058.160,60 R$ 81.780.333,86 -R$ 25.277.826,74
3º R$ 96.970.093,80 R$ 70.290.175,14 -R$ 26.679.918,66
4º R$ 90.576.518,20 R$ 79.458.067,79 -R$ 11.118.450,41
5º R$ 90.714.530,80 R$ 67.394.531,40 -R$ 23.319.999,40
TOTAL R$ 480.224.496,20 R$ 400.903.912,87 -R$ 79.320.583,33

 

 

Fonte: Prefeitura
Crédito: Jotha Lee
Crédito: Claudio Ramalhão

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