sexta-feira, 18 de Novembro de 2011 10:41h Atualizado em 18 de Novembro de 2011 às 10:44h. Flávia Brandão

Assessor reconhece importância de pedidos de edis

Mas alega que demandas são muitas: “Divinópolis é uma cidade atípica, então sempre vai ter pedidos de vereadores”

Os vereadores Geraldinho da Saúde (PR) e Roberto Bento (PTdoB)  assumiram, na ultima semana, um postura crítica - apesar de serem da base -  em relação ao prefeito Vladimir (PSDB)  e sua equipe revelando uma “falta de respeito” em relação as indicações enviadas pelo Legislativo com objetivo de atender demandas de infraestrutura da população. O assessor especial de Governo, João Luiz (Pancho), avaliou a situação com um “mal entendido”, visto que o prefeito Vladimir (PSDB) já foi vereador e sabe da importância dos edis no processo administrativo. Pancho disse que irá marcar uma reunião para clarear as dúvidas e “aparar as arestas existentes”.


João Luiz salienta que é “direito natural” e não uma “troca de favores” os vereadores pleitearem melhorias para a população e citou a relação existente a nível federal, onde os deputados e senadores têm emendas liberadas pelo Executivo Federal. “O Legislativo acompanha isso e faz isso naturalmente no Brasil inteiro. É um direito dos vereadores”, declarou. No entanto, o assessor justificou que é claro que uma cidade com 50 mil lotes vagos sempre irá ter um serviço a ser executado seja calçamento, esgoto, ruas, que precisam patrolagem. “A cidade de Divinópolis é atípica no Brasil, então sempre irá ter pedido de vereador. E acho que eles estão certos de pedirem, isso faz parte do Legislativo esse acompanhamento”, declarou.
O assessor frisou que não acha de forma nenhuma que o Executivo não tenha consideração com os pedidos dos vereadores. Declarou que se algum secretário ou servidor disse que “vereador não tem poder de fazer obra”, está fora da linha de pensamento do Governo Vladimir. “O prefeito foi vereador e sabe da importância dos vereadores, que estão na ponta e têm conhecimento do que a população precisa” declarou.


Mal entendido


A reportagem questionou então o que motivou a crítica dos vereadores da base e o assessor por sua vez disse que acredita que seja um “mal entendido”. Destacou que os vereadores estão pedindo calçamento, mas no final do ano a Prefeitura não tem recursos financeiros em caixa para comprar pedras para fazer o calçamento e frisou ainda que é preciso considerar que o Executivo tem inúmeras demandas a serem atendidas. “Não pode é mandar tudo e achar que vai ser atendido em tudo, porque a cidade não dá conta”, disse Pancho.


Cidade atípica


Pancho justifica a classificação de que Divinópolis como uma cidade atípica já que outros municípios não convivem com a responsabilidade de terem 50 mil lotes não urbanizados, ou seja, sem infraestrutura. “Esse é o problema. E quando custa isso para o município? Cidade não tem que fazer isso não”, declarou. O assessor explica que essa infraestrutrura tinha que ter sido levada pelo loteador - na época quem fez o projeto de loteamento - no entanto foi aprovado de maneira errada no passado e a população convive agora com a falta de estrutura, sendo que a Prefeitura não tem recursos para resolver todas as demandas a curto prazo. “Lá atrás foi feito errado e aprovado errado, de maneira equivocada”, declarou.  O assessor afirma que há quem diga que esses loteamentos desordenados favoreceram a cidade, visto que hoje o município não tem favelas, mas ele discorda.  “Não concordo, porque favela é um conjunto bem localizado, que custa muito mais barato do que resolver problemas de 50 mil lotes”, salientou.


Projeto inteligente


Sobre a colocação de Geraldinho que disse que a Prefeitura deveria desenvolver um “projeto inteligente” buscando recursos no Ministério das Cidades, o assessor considerou que o vereador “não foi feliz na colocação”, já que o Executivo está em andamento para liberação das verbas do PAC II, que totalizam R$22 milhões para calçamento “O município já fez o que o vereador está falando no principio do ano. O grande projeto de calçamento está em andamento e já aprovado no Ministério da Cidade no PAC II”, declarou.  Pancho disse a documentação está sendo acertada com a Caixa e os recursos deverão ser liberados no ano que vem.


Reunião


O assessor disse que irá tentar chamar os vereadores para conversar e verificar se há algum problema e inclusive já houve diálogo, ontem, com o líder do governo Edmar Rodrigues (PSD) sobre o fato.  

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