segunda-feira, 5 de Novembro de 2012 02:28h Gazeta do Oeste

Até a disputa pela reeleição, Dilma enfrentará desafios na economia e na política

Após a conclusão das eleições municipais deste ano, somadas as derrotas e vitórias dos diversos partidos que compõem a base do governo, a presidente Dilma Rousseff se prepara para a segunda metade de seu mandato de olho na reeleição em 2014. Com popularidade elevada e incólume às crises do PT decorrentes das condenações de caciques do partido no julgamento do mensalão, Dilma enfrentará um período de crescimento baixo da economia, pressão pela entrega de obras de infraestrutura, maximizadas pela Copa do Mundo em 2014, e uma base com sinais de volatilidade, principalmente pelo desejo, ainda contido, do PSB em trilhar um voo solo. "Ela continua favorita, mas 2014 deve ser mais difícil para ela do que foi em 2010", avalia o cientista político Rafael Cortez.

Durante a década de 1990, uma frase pronunciada pelo então presidente dos Estados Unidos, o democrata Bill Clinton, para justificar por que seria reeleito, tornou-se emblemática para definir os fatores que mais influenciam a escolha dos eleitores: "É a economia, seu estúpido". O quadro no Brasil não é muito diferente, mas não são apenas os aspectos econômicos que vão ditar o futuro. "A economia será a liga, o elo para manter a base política de Dilma unida", declarou o presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antonio Queiroz.

Preocupam Dilma os dois maiores partidos da base de apoio ao governo federal — PMDB e PSB. A presidente já deixou claro que os peemedebistas estão confirmados na chapa presidencial de 2014. Também resignou-se com a possibilidade de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – com quem teve vários atritos ao longo dos últimos anos – e Renan Calheiros (PMDB-AL) presidirem, respectivamente, Câmara e Senado nos próximos dois anos. Mesmo assim, o partido quer mais, subvertendo a lógica do prestígio. "Todos pensariam que o PMDB já tem muita coisa. Mas eles acham que, por ser tão grandes, precisam de mais", declarou um aliado da presidente.

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