terça-feira, 24 de Setembro de 2013 06:40h Carla Mariela

Audiência Pública em defesa da maior integração das mulheres na vida política é realizada na ALMG

A deputada estadual, Luzia Ferreira, que participou do encontro disse que o objetivo foi debater sobre o desafio de encorajar as mulheres para que elas vão para a militância política, e sejam candidatas, para ajudar a construir um Brasil mais justo. Para

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por meio da comissão de Participação Popular presidiu a audiência pública para debater sobre a defesa da maior integração das mulheres na vida política do país, a chamada campanha “mulher, tome partido”. A deputada estadual, Luzia Ferreira (PPS), participou do evento e ontem, pela manhã, forneceu mais detalhes do assunto.
De acordo com a deputada, existem poucas mulheres brasileiras na política. Para ela, o Congresso Nacional reflete esta situação que ocorre no Brasil, uma vez que se tem 8,47%, ou seja, não chega nem a 10% da presença da mulher como deputada federal. Segundo a parlamentar este problema, entretanto, não é da mulher e sim do Brasil. Luzia Ferreira questionou: Como se pode ter uma democracia plena, para representar bem a população; se metade de sua população não tem um acento nos espaços de decisão política?
Conforme a deputada, a porcentagem é pouca; considerando a conquista da mulher no mercado de trabalho, nas universidades, nas atividades sociais, em manifestações enfim em todas as áreas; não só profissionais, mas também econômicas.
A deputada acrescentou que esta campanha “mulher, tome partido”; tem muita relevância, pelo fato de estar ajudando a construir um país que conta com o olhar, com a opinião, com a sensibilidade das mulheres. “Temos este desafio de encorajar as mulheres para que elas se dediquem a militância política, para que elas possam fazer coro nos partidos e se tornem candidatas. Para a mulher que ainda não se filiou, o prazo se encerra no dia 05 de outubro. Portanto, esta campanha tem o objetivo de encorajar as mulheres a se dedicarem a política para ajudar a construir um Brasil mais justo”, enfatizou.
A deputada, Luzia Ferreira, participou da audiência ao lado de representantes de 14 diferentes legendas partidárias: PT, PV, PDT, PTB, PP, PCdoB, PR, PTdoB, PRB, PSD, PSDB, PSB, PMDB e DEM. Sobre esta união de diversos partidos, Luzia Ferreira, destacou que atualmente os partidos estão mais atentos, uma vez que a lei exige que na montagem de chapa, 30% dos lugares tem que ser femininos. “Hoje esta lei é conhecida como lei das cotas. Os partidos tem que se preocupar com esta lei. Tem que ter mulheres não só como filiadas, mas como dirigentes partidárias, tem que preocupar em incentivar esta mulher a se tornarem candidatas, ajudá-las nas construções das suas candidaturas com infraestrutura e apoio político. Isso é importante porque hoje as mulheres são filiadas, porém não tem espaço dentro das direções partidárias e nem são consideradas quando estão candidatas. Nós queremos inverter esta lógica e a cota de 30% é um desafio para cada partido porque antes era só você fazer a reserva, não era necessário ter candidatas, agora de dois anos para cá a lei também mudou por causa desta experiência”, destacou.
A partir de agora, o partido para cada três homens tem que ter uma mulher e se não houver, não será montada a chapa de candidatos partidários.
A deputada encerrou dizendo que para a mulher ter mais chance, é preciso mudar o modelo eleitoral. Se não houver mudança no modelo de disputar voto, talvez a ausência da mulher vai continuar existindo. “Nós também debatemos nesta audiência sobre a reforma política. Que a mulher possa ter mais possibilidades de ser candidata e de ser vitoriosa”, finalizou. 
Por fim, a campanha nacional “Mulher Tome Partido”, lançada pela secretaria da Mulher na câmara dos deputados, em Brasília, quer aumentar em 20% o número de mulheres filiadas e em 30% a representação feminina na Câmara e no Senado, nas próximas eleições.

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