quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015 09:11h Atualizado em 12 de Fevereiro de 2015 às 09:19h. Jotha Lee

Audiências públicas vão definir trajeto do gasoduto

Utilização do gás na indústria metalúrgica possibilita redução de custos em até 12%

No momento em que o setor metalúrgico da região Centro-Oeste do Estado vive sua pior crise, com demissões e fechamento de indústrias, o governo mineiro acena positivamente para a possibilidade de concretizar o plano de construção de um gasoduto interligando a cidade de Queluzito, região metropolitana de Belo Horizonte, a Uberaba, no Triângulo Mineiro, para atender a uma planta de amônia da Petrobras.
Entretanto, em seu trajeto, diversas cidades serão beneficiadas e a questão está sendo priorizada pelas autoridades estaduais. A afirmação foi feita ontem pelo presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Afonso Gonzaga, que na terça-feira se reuniu com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir de Araújo Rôso Filho.
Na reunião, que teve ainda a presença do presidente do Sistema Fiemg, Olavo Machado Júnior, a questão do gasoduto foi amplamente discutida. A tecnologia para transporte do gás natural, passando por Divinópolis, é uma das principais prioridades apontadas pela Fiemg Regional Centro-Oeste.
De acordo com Afonso Gonzaga, a utilização do gás como fonte energética dará a Divinópolis mais competitividade, gerando mais desenvolvimento, com atração de novas indústrias. “Um empresário, antes de investir em uma cidade, observa vários aspectos, como meio ambiente, infraestrutura, tecnologia, e o gasoduto é uma ferramenta da maior importância para atrair novos investimentos”, assegura.
O presidente da Fiemg Regional observa que mais importante ainda é a redução de custos que o gás pode proporcionar à indústria. “Para se ter uma ideia, no setor metalúrgico a utilização do gás como fonte de energia gera uma redução de custos da ordem de 12%”, explica.
Gonzaga disse ainda que até 28 de fevereiro entregará um estudo ao governo do Estado, no qual apresenta um levantamento dos principais segmentos econômicos de Divinópolis, para abrir ainda mais o diálogo com o objetivo de aumentar os investimentos estaduais na cidade.

 

AUDIÊNCIAS
Dezenas de cidades deverão ser beneficiadas com a construção do gasoduto e na região Centro-Oeste. Além de Divinópolis, Itaúna, Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte devem estar no traçado da obra. A definição do traçado do gasoduto, segundo Afonso Gonzaga, será feita em três audiências públicas, ainda sem datas fechadas, que acontecerão em Entre Rios, Divinópolis e Uberaba. “Para evitar especulações e expectativas, esse traçado só será definido após essas audiências”, informou.
A Fiemg Regional Centro-Oeste já fez um levantamento e concluiu que no provável traçado do gasoduto estão 112 empresas de médio e grande porte, que deverão ser beneficiadas. “Essas empresas representam 39% do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] arrecadado no Estado”, diz Afonso Gonzaga.
Sobre o encontro com o secretário Altamir Rôso, Gonzaga disse ter saído muito animado e com quase certeza de que o gasoduto se tornará realidade. “No governo anterior a Federação fazia a agenda positiva da região, mas não obtinha respostas. Agora temos um diálogo aberto e franco e isso dá a certeza de que algo vai acontecer. Sabemos que há dificuldades, mas o que estamos colocando na mesa é aquilo que entendemos ser bom para Divinópolis e região”, finalizou.

 

 

Crédito: Sebastião Jacinto Júnior

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