quinta-feira, 29 de Agosto de 2013 05:54h Carla Mariela

Aumento da participação das mulheres nas próximas eleições é debate presidido hoje na câmara dos deputados

Bancada feminina e procuradorias da mulher da câmara dos deputados reunirá com representantes dos diretórios femininos dos partidos políticos O objetivo da audiência pública é debater a questão do aumento da participação das mulheres nas próximas eleições

A bancada feminina e as procuradorias da mulher da Câmara dos deputados e do Senado realizará audiência pública, hoje, às 10h, com as representantes dos diretórios femininos dos partidos políticos. A ideia é aumentar a participação das mulheres nas próximas eleições não apenas para preencher a cota de 30% determinada pela lei 12.034/09.

 


De acordo com a presidente do Partido Verde (PV) de Divinópolis Íris Moreira, a bancada feminina do PV vai discutir esta questão também. Segundo ela, este é um assunto que já está em pauta desde as eleições de 2012. “Se Deus quiser vai chegar uma hora que vai ter mais mulheres e já estamos com esta pauta há bastante tempo já”, destacou.

 


A reportagem tentou contato também com a presidente do diretório do PSDB, Cherie Mourão, para saber sua opinião sobre esta participação das mulheres, mas não obteve sucesso.
A pesquisa “Mais Mulheres na Política” serviu como referência para a bancada e as procuradorias. Esta pesquisa foi realizada pelo Ibope e pelo Instituto Patrícia Galvão em abril de 2013 com 2.002 pessoas. Os dados mostraram que 71% dos entrevistados consideram a reforma política muito importante para garantir que as listas de candidatos dos partidos sejam montadas com equivalência entre homens e mulheres. 80% entendem que como as mulheres hoje representam mais de 50% da população brasileira, a representatividade feminina deveria ser equivalente. 74% acreditam que só há democracia com a presença de mais mulheres no poder. 75% entende que a lei deve mudar para garantir a igualdade entre homens e mulheres em cargos políticos.

 


Entre os entrevistados, 48% são do sexo masculino, 53% têm níveis médio e superior de escolaridade; e 82% integram as classes A/B/C. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%, com margem de erro máxima de dois pontos percentuais para mais ou menos.

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