terça-feira, 28 de Maio de 2013 09:56h Atualizado em 28 de Maio de 2013 às 10:03h. Carla Mariela

Autoridades presidem na câmara de Divinópolis debate em combate à prática do bullying nas escolas

A vice-presidente da comissão de educação da ALMG, deputada estadual Maria Tereza Lara, foi quem requereu a reunião

Durante o uso da tribuna livre em reuniões ordinárias passadas, o parlamentar, Edimilson Andrade (PT), já havia convocado todos os cidadãos divinopolitanos para participarem da audiência pública contra o bullying que ocorreu ontem, 13h, na câmara.  Este encontro foi realizado por solicitação da vice-presidente da comissão de educação, ciência e tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputada estadual Maria Tereza Lara (PT), atendendo ao pedido de Andrade.

De acordo com Maria Tereza Lara, é preciso uma sociedade realmente com uma cultura de paz. Para ela, se constrói esta paz é no respeito às diferenças, numa educação que propicia experiências de valores. “O bullying é um desrespeito às pessoas, são palavras que discriminam, que magoam e isso no debate nós queremos conscientizar a todas as pessoas, sobretudo aos jovens nas escolas que eles de fato não cometam este erro que é o bullying. Essa é uma parceria da câmara municipal de Divinópolis com a Assembleia de Minas Gerais (ALMG) e com a presença de inúmeros alunos, de professores, do executivo e do legislativo para que possamos dar esta contribuição, uma sociedade cada vez mais fraterna”, afirmou.

O vereador Edimilson Andrade disse que este tema é importante, onde mais de 50% das crianças já sofreram esta agressão psicológica. “Eu tive este interesse de solicitar esta audiência porque eu trabalho muito com criança com hiperatividade e déficit de atenção e quando teve aquele massacre em Realengo, conversei muito com a farmacêutica e professora no Inesp, Ariane Garrocho e foi aonde fiz a solicitação”, afirmou.

Para Carlos José e Silva Fortes, promotor de justiça da Infância e Juventude, o papel do Ministério Público é contribuir na prevenção do bullying através do esclarecimento que deve ser dado especialmente nas escolas. Segundo ele, existem as ações no caso da promotoria em que atua de atendimento a vítima de bullying. “Existem as medidas protetivas previstas no estatuto da criança e do adolescente. Também há as medidas socioeducativas, ou seja, aplicar àquela medida a pessoa que pratica o ato sendo ela menor de idade. No caso do Ministério Público Criminal se o autor do bullying é maior de 18 anos, ele pode responder por diversos crimes dependendo do tipo de bullying praticado que vão desde uma calúnia, uma injúria até mesmo um homicídio”, destacou.

A secretária de Educação de Divinópolis, Eliana Cançado, comentou sobre o projeto Minha Cidade Lê, no qual é uma proposta estrutural da secretaria de Educação que enfoca o desenvolvimento do gosto pela leitura e que está no quarto ano.  “Este ano, o tema é ‘Minha Cidade Lê é a Cidade Onde eu Moro’, são formas de ser, de fazer, de aprender e de conviver, onde enfocamos justamente os comportamentos necessários e respeitosos de convivência sadia para que questões como o bullying não ocorram”, informou.

O presidente da câmara municipal, Rodyson Kristnamurti (PSDB), salientou durante seu pronunciamento que o bullying é um assunto que deve ser aprofundado para debater políticas públicas voltadas para a área social.
Quem também comentou sobre o assunto foram os deputados presentes no encontro: deputado estadual Fabiano Tolentino (PSD) e o deputado federal Domingos Sávio (PSDB).
Sobre o bullying:

O Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência psicológica ou física, intencionais ou repetidos, praticados por algum indivíduo, ou grupos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. 20% dos casos, os estudantes são vítimas, porém também são agressores, ou seja, em determinados momentos cometem agressões, porém, também são vítimas de assédio escolar pela turma.

Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e a maioria das vítimas não reage ou sequer fala sobre a agressão sofrida. Pesquisas indicam que os adolescentes agressores normalmente têm personalidade autoritária combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Alguns exemplos de assédio escolar são: insulto a vítima, acusação à vítima de não servir para nada, ataques físicos repetidos contra uma pessoa, depreciar a vítima sem qualquer motivo, fazer com que a vítima faça o que ela não quer ameaçando-a para seguir as ordens, chantagens, fazer com que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas, dentre outros fatores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital mineira está em segundo lugar entre as capitais com maior frequência de alunos que declararam ter sofrido bullying 35,3%, só perdendo para Brasília com 35,6%.
Estavam presentes também na audiência, a superintendente regional de ensino de Divinópolis, Vera Lúcia Soares Prado, o vereador e presidente da comissão de educação Eduardo Print Júnior (PDT), demais vereadores, alunos e professores.

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