sexta-feira, 19 de Outubro de 2012 16:00h Gazeta do Oeste

Benefício a deputado vira marca da gestão Maia na presidência da Câmara

A boa vontade do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em distribuir benesses para os deputados é uma marca de sua gestão. Desde que assumiu o comando da Câmara, em fevereiro de 2011, Maia vem se esmerando na concessão e na manutenção de privilégios para os parlamentares. Foi assim anteontem com a aprovação, a toque de caixa, de projeto de resolução que oficializa a “gazeta” dos deputados às segundas e sextas-feiras, acabando com as sessões ordinárias. No Twitter, Maia foi duramente criticado e até xingado por ter patrocinado a alteração no regimento interno da Câmara.

Ao mesmo tempo em que oficializou a semana de três dias, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara não conseguiu votar o fim do pagamento do 14.º e 15.º salários para os deputados. A extinção desse benefício já foi aprovada pelos senadores em maio mas até hoje está parada na Câmara.

“Não deveria ter essa polêmica toda em torno do 14.º e 15.º salários para os parlamentares. Se todo trabalhador só recebe 13 salários, nada mais natural que seus representantes também só recebam o mesmo número de salários. Essa polêmica toda é muito esquisita”, afirmou o deputado Antônio Reguffe (PDT-DF).

Mal assumiu a presidência da Câmara, em fevereiro de 2011, Maia baixou ato para autorizar o gasto de R$ 60 mil por ano para a realização de eventos pelos presidentes das 20 comissões permanentes da Câmara e pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul. Este ano, às vésperas das eleições municipais, ele concedeu um aumento de 30% na verba de gabinete dos deputados, que saltou de R$ 60 mil para R$ 78 mil, em julho de 2012.

Em abril, o presidente da Câmara e os demais integrantes da Mesa Diretora resolveram isentar do pagamento da Taxa de Limpeza Pública os parlamentares que ocupam um dos 432 imóveis funcionais administrados pela Casa. Em meados deste ano, as lideranças partidárias também foram agraciadas com a criação de uma cota de exemplares impressos para a distribuição de “jornalzinho” produzido pelas bancadas.

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