Bullying será tema de Audiência Pública na Câmara Municipal

Pesquisas indicam que os adolescentes agressores normalmente têm personalidade autoritária combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar.

O parlamentar, Edimilson Andrade (PT), ressaltou na Tribuna Livre da Câmara, na última terça-feira (30), que será realizada uma Audiência Pública, no dia 27 de maio, às 13h no plenário da casa, quando o “bullying” será o assunto debatido por: Ana Paula de Oliveira (Analista Educacional), Ariane Garrocho (Farmacêutica e professora na Funedi/UEMG), Carlos José Silva Fortes (Promotor de Justiça de Infância e Juventude), Eliana Cançado Ferreira (secretária municipal de Educação), Patrícia Nascimento Amaral Vieira (Psicóloga, neuropsicóloga e professora da Funedi/UEMG), Renato Ferreira (Psicólogo e professor na Faced- Faculdade de Divinópolis).


De acordo com o vereador, além destes expositores, a comissão de educação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), também estará representada na audiência pela deputada estadual, Maria Tereza Lara (PT) e também o deputado estadual Fabiano Tolentino (PSD) que representará a população divinopolitana na Assembleia. “Convido toda a comunidade de Divinópolis para participar desta audiência pública que será muito importante”, afirmou.


O Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência psicológica ou física, intencionais ou repetidas, praticados por algum indivíduo, ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. Vinte por cento dos casos os estudantes são vítimas e agressores de bullying, ou seja, em determinados momentos cometem agressões, porém, também são vítimas de assédio escolar pela turma. Nas escolas, a maioria dos atos de bullying ocorre fora da visão dos adultos e a maioria das vítimas não reage ou sequer fala sobre a agressão sofrida.


Pesquisas indicam que os adolescentes agressores normalmente têm personalidade autoritária combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Alguns exemplos de assédio escolar são: insulto a vítima, acusação à vítima de não servir para nada, ataques físicos repetidos contra uma pessoa, depreciar a vítima sem qualquer motivo, fazer com que a vítima faça o que ela não quer ameaçando-a para seguir as ordens, chantagens, fazer com que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas, dentre outros fatores.


Um estudo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBGE) realizado em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo a maioria vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes. Ainda em 2009, uma pesquisa do IBGE, apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de assédio escolar, com 35,6% e 35,3%, respectivamente de alunos que declararam esse tipo de violência. No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010, com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries.


Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema, seja intimando alguém, sendo intimados, ou os dois. A forma mais comum é por meio de internet com o envio de e-mails ofensivos e difamação em site de relacionamento como, por exemplo, na época, o Orkut. Hoje, já existem outros sites de relacionamentos, como twitter, facebook, dentre outros. Por fim, a intenção principal do vereador e dos demais participantes é fazer com que na Audiência Pública o tema bullying seja debatido e não mais praticado.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.