sábado, 19 de Março de 2016 04:50h Atualizado em 19 de Março de 2016 às 04:50h. Jotha Lee

Câmara Municipal cancela reuniões e suspende atividades até o próximo dia 28

No último dia da janela eleitora,l vice-prefeito e mais um vereador mudam de partido

A Câmara Municipal de Divinópolis, que em duas sessões realizadas essa semana não votou nenhum projeto, encerrou o expediente ontem e só retorna aos trabalhos no próximo dia 28. A determinação consta de portaria assinada pelo presidente do Legislativo Municipal, Rodrigo Vasconcelos de Almeida Kaboja (PSD) publicada ontem no Diário Oficial dos Municípios. Com a medida, não haverá sessões ordinárias na Semana Santa, embora o feriado oficial seja somente na sexta-feira, dia 25. Pela portaria, foram decretados pontos facultativos para os demais dias da semana, cancelando as reuniões, além de suspender todo tio de atendimento ao público.

 

 


A justificativa do presidente para fechar o Legislativo Municipal no período, é a necessidade de um “rigoroso controle de gastos”, em função das dificuldades financeiras. Para o presidente, uma semana sem funcionamento vai gerar importante economia de água, energia, gasolina e material de consumo. Embora os servidores e vereadores estejam dispensados do trabalho, não haverá corte nos salários.
Na última sessão antes desse “recesso” realizada na quinta-feira passada, um único vereador se manifestou com estranheza em relação à decisão. “Eu não sei se isso merece comentários, porque certamente foi uma decisão tomada pela Mesa Diretora, ou pelo presidente, ou por quem quer que seja, mas isso não agrada à população. Ficar cinco dias fechado, quando a maioria dos órgãos públicos fica somente a sexta, ou a quinta e a sexta, já está bom demais”, disparou Anderson Saleme (PR).

 

 


Outra medida para contenção de gastos adotada essa semana pelo presidente da Câmara foi a restrição ao empréstimo do plenário para utilização de terceiros. Com a mesma argumentação de redução dos gastos diante da “necessidade de economizar recursos públicos para o regular fechamento do exercício financeiro”, a portaria restringindo ouso do plenário para terceiros foi publicada na quinta-feira.
Essas foram as duas últimas medidas adotadas pela presidência da Câmara com o objetivo de conter gastos. Duas outras já foram adotadas esse ano. A primeira foi a limitação do consumo de gasolina, fixando em 172 litros o volume mensal de gasolina permitido para cada vereador. A outra foi a proibição das ligações dos gabinetes via telefone fixo para telefone móvel. Novas medidas serão tomadas e podem ocorrer demissões.

 

 


MUDANÇA DE PARTIDO
Ontem foi o último dia da janela eleitoral que permitiu a mudança partidária de políticos com mandato e até o fechamento dessa reportagem duas novas trocas de legenda foram confirmadas. O vereador Marcos Vinicius Alves da Silva deixou o PSC e filiou-se ao PROS, que passa a ter a maior bancada na Câmara, com quatro parlamentares. A segunda ficou para o PMDB, que esse semana completou três cadeiras, com o recém-chegado, Delano Santiago, que deixou o PRTB.

 


Outra importante troca de legenda, que mexe diretamente com a sucessão municipal, foi oficializada ontem. O vice-prefeito, Rodrigo Resende, deixou o PDT e filiou-se ao PSD, partido do deputado Jaime Martins. Com esse movimento, Rodrigo se desvincula em definitivo da administração de Vladimir Azevedo (PSDB), já que, no início da semana, ele foi exonerado da Superintendência Usina de Projetos. Resende continua exercendo o cargo de vice-prefeito e mantém o salário de R$ 10,5 mil mensais.
A ida de Rodrigo Resende para o PSD consolidou o apoio do deputado Jaime Martins à sua candidatura a prefeito. Por enquanto, na condição de pré-candidato, agora pelo PSD, Resende vai engrossando sua base de apoio. O mais recente reforço foi o do presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja, que na quinta-feira oficializou sua saída do PSL para também se filiar ao PSD.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.