quinta-feira, 31 de Outubro de 2013 05:23h Atualizado em 31 de Outubro de 2013 às 07:46h. Carla Mariela

Câmara sedia prestação de contas do Diviprev do último trimestre de 2013

O prestador de serviço da consultoria Crédito e Mercado, Caio Pacheco, ressaltou que neste último trimestre, o Instituto já se teve uma recuperação da rentabilidade negativa que veio durante o ano de 2013 por condições de mercado

O prestador de serviço da Consultoria Crédito e Mercado, Caio Pacheco, ressaltou que neste último trimestre do ano, o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev) já demonstrou uma recuperação de rentabilidade negativa que veio durante o ano de 2013 por condições de mercado. Para ele, é importante frisar, que não foi nada na gestão, nenhuma aplicação, que possa ter danificado o resultado, muito pelo contrário.

 


Segundo ele, esse foi realmente um movimento de mercado que acabou impactando não só Divinópolis, mas todos os institutos do estado do Brasil, como os fundos de pensão complementares. Dessa forma o mercado no geral acabou bastante impactado. Porém, ele esclareceu que com o trabalho, com a dedicação do pessoal, eles estão conseguindo aos poucos reverter. “O último trimestre já teve um indício desse trabalho, dessa pequena recuperação que deve continuar nos próximos meses”, destacou.

 


Para ele, esta prestação de contas é importante porque o recurso é do servidor. O trabalhador, conforme Caio Pacheco, representa o futuro, o sonho de muitos cidadãos que trabalham e querem um dia ter uma aposentadoria tranquila. Sabemos da importância da gestão, do cuidado destes recursos, da aplicação deles, para não ter o impacto dos números e ter surpresa mais para frente. Esta prestação de contas é uma exigência do Tribunal de Contas.

 


O presidente da câmara, Rodyson Kristnamurti (PSDB) disse que está preocupado é com o processo de médio a longo prazo, não é com o comissionado, porque este para ele não faz nem cócegas na previdência. O que faz cócegas são as precatórias que estão chegando, o parcelamento que deixou de ser recolhido no ano passado, é que vão deixar de pagar. “Nós temos que ficar atentos e fiscalizar o Poder Executivo, que não pode deixar hora nenhuma faltar com o Instituto Diviprev, porque senão em breve teremos problemas. Já que esta é uma tendência da Europa, é uma tendência em vários outros países, é que a máquina pública tem que ser enxugada sim de uma forma mais responsável e mais direcionada. Temos que preocupar daqui para frente. Vai chegar um momento em que o Executivo não vai ter receita para pagar despesa fixa”, informou.

 


A despesa geral no trimestre em julho teve um total de R$ 2.414.037,33. No mês de agosto foi R$ 2.534.712,80 e no mês de setembro foi R$2.632.271,86. Quanto às despesas administrativas empenhadas no trimestre que foram apresentadas ontem, o total chega a R$ 358.514,41. Já as despesas beneficiárias empenhadas no trimestre o valor total é R$ 7.222.507,58.
O vereador Adair Otaviano (PMDB) em pronunciamento disse que gostaria que o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) estivesse cumprindo o seu papel, mês a mês, pagando todas as parcelas de contribuição para a previdência porque é a previdência que vai garantir o futuro dos funcionários da prefeitura segundo ele. “Gostaria de entender, não conheço todos os fiscais, só conheço alguns, sei da posição de alguns, tenho a informação que o único fiscal que foi contra o parcelamento foi o Zezinho do Sintram. Eu tenho aqui em minhas mãos uma lei que aponta que esta casa autorizou o prefeito a passar a contribuição patronal de 20% para 14.43%. Eu quero aqui dizer que eu votei contrário porque tenho grande preocupação com a vida previdenciária, com o futuro dos servidores”, concluiu.
Além do presidente da câmara e Adair Otaviano, outros vereadores participaram da prestação de contas. O encontro contou com a presença também do superintendente Luiz Fernando.

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