Campanha Salarial: Sintram insatisfeito pede nova reunião com Prefeitura

Flávia Rodrigues, vice-presidente, afirma que negociação não avançou em termos financeiros e categoria não irá encerrar negociação

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região (SINTRAM-MG) recebeu, no último dia 20, a resposta da Prefeitura Municipal de Divinópolis referente às reivindicações da campanha salarial de 2011. Segundo Flávia Rodrigues, vice-presidente do sindicato, a direção do sindicato “ainda não está satisfeita” com a resposta da administração, visto que relativo à questão financeira (aumento vale alimentação e recomposição das perdas salariais) não houve avanços na negociação. O sindicato enviou na ontem (23) uma carta de insatisfação ao prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) e solicitou novamente uma reunião para discutir a questão.     


Segundo Flávia Rodrigues a negociação salarial com a Prefeitura esse ano de 2011 foi “atípica”. Isso porque em quase toda negociação salarial o sindicato pede um reajuste linear para todo o funcionário e nessa foram colocadas outras questões, caracterizando uma negociação maior. Como exemplo, Flávia cita que foi solicitado: a reformulação do CRESST (Centro de Referência Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador), licença maternidade, recomposição de perdas, aumento no ticket de alimentação, questões de cargos de chefia, etc.


Dentre as reivindicações, ela conta que a Prefeitura posicionou que irá atender integralmente as reivindicações referentes à reformulação da saúde ocupacional do servidor municipal. Nesse sentido, será promovido o fortalecimento do CRESST, CIPA e ampliação do PAS. Haverá o acompanhamento eletrônico da saúde dos servidores, investimentos em saúde preventiva, formação de comissão para o acompanhamento, revisão e ampliação dos planos de saúde e segurança do trabalho (PCMSO, LTCAT, PPRA, PCA).


Ainda de acordo com a vice-presidente outros pontos serão atendidos como: a implantação e regulamentação dos critérios da legislação federal para concessão do auxílio transporte para servidores, que residem em outros municípios; a capacitação dos servidores da saúde, sendo contemplados primeiros os gerentes; e extensão da licença maternidade de quatro para seis meses.


Recomposição salarial


Relativo a perdas salariais, a vice-presidente disse que foi feito um estudo pelo sindicato junto ao DIEESE e foram verificadas perdas salariais em alguns cargos desde 2005 até 2010. “Tem alguns cargos, que tem perdas e outros tiveram ganhos. Isso porque hoje na Prefeitura o menor  piso é de um 1,5 salário mínimo e nesse sentido tem pessoas, que tem reajuste todo o ano. Mas outros servidores não tem reajuste e estão realmente tendo perdas maiores. Em 2007, na época do governo Demétrius, teve o gatilho, que é uma recomposição pelo INPC e diminuiu essa perda e estamos agora tentando negociar essa recomposição”, explicou. Flávia explica que a Prefeitura negou a fazer a recomposição de imediato e alegou que as mesmas serão feitas dentro dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários. A vice-presidente conta que o PPCS da Educação foi feito e os servidores tiveram um avanço, agora está sendo feito o da Saúde, e o terceiro irá englobar os demais servidores da administração. Também outra  reivindicação não atendida foi o aumento do vale alimentação de R$7,00 para R$10,00/dia, visto que desde 2007 não houve nenhum reajuste. “A resposta foi negativa. Foi dito que não pode aumentar agora devido a questões financeiras”, disse Flávia.


Insatisfação


A vice-presidente posicionou que o Sintram não irá ficar parado e a luta continua principalmente para alcançar a recomposição das perdas salariais e o aumento do vale alimentação. “Esperamos esse ano o prefeito aponte para o ano que vem um aumento no ticket. Vamos continuar negociando com o prefeito. Não estamos satisfeitos ainda. Porque o que nós ganhamos até agora foi a licença maternidade, a reformulação do CRESST, da CIPA, etc. Isso é importante? É. Mas financeiramente não teve tanto ganho”, disse Flávia. 


Segundo a vice-presidente a justificativa da Prefeitura para não atender os pleitos dos servidores é: “a falta de dinheiro”, visto que “as contas estão da Prefeitura estão muito altas e não tem como estar fazendo novos compromissos”. Nesse contexto, Flávia afirma que foi citado pela administração o impacto do PCCS da Educação, que contempla o maior número de servidores, em torno de R$ 2 milhões/ano na folha de pagamento.


A respeito da assembleia dos servidores, no último dia 20, Flávia Rodrigues disse que cerca de 100 servidores estiveram presentes, mas como uma nova reunião será solicitada com o Prefeito a negociação salarial não foi fechada e novo encontro com os servidores será marcado em  momento oportuno.

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