quarta-feira, 10 de Outubro de 2012 09:24h Gazeta do Oeste

Candidatos a vereador reclamam que não adiantou nada obter muitos votos

O contador Heráclites Gonçalves Filho, o Júnior de Sambambaia, foi o candidato mais votado para vereador em Montes Claros, no Norte de Minas, com 3.461 votos. Entretanto, os eleitores não verão seu trabalho na Câmara Municipal. Ele não será empossado porque o partido dele, o PSC, não atingiu o quociente eleitoral (7.800 votos) para eleger pelo menos um vereador na cidade, que a partir de janeiro terá oito cadeiras a mais no Legislativo Municipal, passando para 23. A história de Heráclites se repete em centenas de cidades e deixa nos candidatos bem votados, mas sem direito ao cargo, um sentimento que mistura derrota e revolta. Só em Belo Horizonte, 42 candidatos tiveram mais votos que Elvis Côrtes (PSDC), que ficou com a última vaga e foi escolhido por 3.537 eleitores. Isso se deve ao sistema proporcional, que privilegia a representação com o maior número possível de legendas.

 

Wellington Bessa (PSB), o Sapão, recebeu 6.612 votos para vereador na capital. Se valesse o voto nominal, ele seria o 29º mais votado e ficaria com uma das 41 cadeiras. “É complicado falar sobre isso. Tive muito voto, mas não consegui alcançar meu objetivo”, raciocina Sapão, que ficou com a primeira suplência do PSB. Ele é funcionário da Secretaria Municipal de Saúde e tem base eleitoral no Bairro Independência, na Região do Barreiro. Na última eleição, foi candidato pelo PRP e teve 4.023 votos. A votação expressiva motivou o convite do PSB. Como é o primeiro suplente da coligação que apoiou o prefeito reeleito Marcio Lacerda, ele espera que um dos seis vereadores eleitos do seu partido integre o primeiro escalão da prefeitura. “Vai depender do prefeito, mas estou à disposição”, avisa.

 

O primeiro suplente da coligação PT-PMDB é o atual vereador Reinaldo Preto do Sacolão (PMDB). Com 6.612 votos, ele precisaria de mais 17 votos para ficar com a vaga do vereador Silvinho Rezende (PT), o 28º mais votado. Treze vereadores tiveram menos votos que ele, mas conquistaram uma vaga. “Se o PMDB tivesse candidatura própria teria eleito mais dois vereadores e, provavelmente, teria levado a eleição para o segundo turno”, aposta Reinaldo. Na avaliação do vereador, o partido tomou a decisão sem levar a conta o posicionamento dos vereadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EM

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.